Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 08/07/2019
Durante o período clássico da história, nas pólis gregas, as mulheres eram vistas como objetos sexuais e inferiores aos homens. Com a evolução dos direitos, por meio da luta feminina, casos de violências e assédios sexuais foram diminuindo; todavia, ainda é persistente em pleno seculo XXI. Tal situação se agrava pela má administração da mídia e também, pela falha no poder judiciário do país.
A priori, segundo dados da agencia Heads Propaganda, cerca de 21 milhões de reais investidos na mídia são gastos com peças que reforçam esteriótipos de gênero. Por conseguinte, a mídia em geral, incluindo as músicas, as novelas e as propagandas estimulam a prática do assédio contra mulheres, visto que fortalece o pensamento grego clássico, no qual a mulher era reconhecida apenas como objeto sexual e de reprodução. Além disso, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, o feminismo é apoiado em maior quantidade por homens que por mulheres. Dessa forma, nota-se a falta de reconhecimento feminino por seus direitos e leis protetoras das causas femininas e isso se deve também, a manipulação da mídia, que difama os movimentos sociais.
A posteriori, o descaso no poder judiciário é outro problema que fortalece os casos de assédio e violência no país. Para o filósofo iluminista Montesquieu, o poder judiciário deve aplicar as leis em prol da preservação da democracia. Contudo, no Brasil, há um descaso no cumprimento de leis que protegem o corpo feminino de violências sexuais. Caso análogo ao acontecido em transporte público no Rio de Janeiro, em que um homem ejacula em mulher e logo em seguida é solto, tornando-se claro a ideia de injustiça para as vítimas e liberalidade para os infratores diante desses casos. Tal situação é inadmissível e dependente das ações dos três poderes que regem o governo brasileiro.
Logo, percebe-se que para atingir a democracia e o bem estar social, idealizado por Montesquieu, é preciso solucionar os problemas com a mídia e o poder judiciário. Desse modo, cabe ao poder legislativo criar leis que proíbam a desvalorização e inferiorização da mulher pela mídia e incentive o respeito e as denúncias diante de casos de assédio, com a criação de propagandas em redes nacionais. Além disso, o poder judiciário deve garantir a justiça por meio da aplicação das leis, julgando assédios como crimes inafiançáveis e com duras e longas penas de cadeias.