Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/07/2019
Durante o período clássico da história antiga, nas polis gregas, as mulheres eram vistas como objetos sexuais e inferiores aos homens, desse modo eram vítimas de violências sexuais, psicológicas, entre outras. Porém, felizmente, com a evolução dos direitos, por meio da luta feminina, casos de violência e assédios sexuais foram diminuindo. Todavia, ainda é persistente em pleno século XXI. Tal situação se agrava pela má administração das mídias e também, pela falha no cumprimento das leis.
A priori, segundo dados da agencia Heads Propaganda, cerca de 21 milhões de reais investidos na mídia são gastos com peças que reforçam esteriótipos de gênero. Por conseguinte, a mídia, incluindo a música, as novelas e as propagandas estimulam de forma indireta a prática do assédio contra mulheres. Desse modo, fortalece o pensamento marxista dos períodos clássicos, no qual a mulher era reconhecida apenas como objeto sexual e de reprodução. Além disso, de acordo com o jornal Folha de São Paulo, o feminismo é apoiado em maior quantidade por homens que por mulheres. Dessa forma, nota-se a falta de reconhecimento da população feminina por seus direitos e leis que as protegem e isso se deve também, a manipulação da mídia.
A posteriori, o descaso no cumprimento das leis é outro problema que fortalece os casos de assédio e violência no país. Para o filósofo iluminista Montesquieu, o poder judiciário deve aplicar as leis em prol da justiça e preservação da democracia. Contudo, no Brasil, as leis que protegem o corpo feminino de violências são demasiadamente infringidas pelo próprio poder governamental, principalmente o judiciário. Caso análogo ao acontecido em transporte público no Rio de Janeiro, em que um homem ejacula em mulher e logo em seguida é solto. Destarte, torna-se claro a ideia de injustiça para as vítimas e liberalidade para os infratores. Tal situação é caótica e depende das ações concretas e justas dos três poderes que regem o país.
Logo, percebe-se que para atingir a democracia e o bem estar social, idealizado por Montesquieu, é preciso solucionar os problemas com a mídia e o poder judiciário. Deste modo, cabe o poder legislativo criar leis que proíbam a desvalorização e inferiorização da mulher pela mídia. Além disso, a própria mídia deve incentivar o respeito entre gêneros, e estimular as denúncias diante de casos de assédio e violências, por meio de propagandas em redes nacionais. Outrossim, o poder judiciário deve garantir a justiça por meio da aplicação severa das leis, de modo que torne os crimes de assédio inafiançáveis e com duras e longas penas de cadeias.