Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 30/07/2019

Em 2018, foi sancionada a lei que converte a importunação sexual em crime. Embora, várias medidas sejam tomadas, visando garantir a integridade das mulheres, o assédio sexual ainda persiste na sociedade, tornando-se evidente que a legislação, por si só, não resolve o problema. Nesse sentido, é necessário mudanças sistemáticas de cunho social e cultural.

É primordial elencar, inicialmente, que a perpetuação de um pensamento machista na sociedade, é um dos principais responsáveis pela prática do assédio. Isso acontece devido a um modelo patriarcalista que persiste desde o Período Colonial, e é cotidianamente reforçado, quando a mulher é tratada como objeto sexual e cidadã de segunda classe. Consequentemente, as mulheres têm receio de saírem nas ruas, como mostra a pesquisa feita pela Think Olga, onde 83% das entrevistadas confirmaram tal fato.

Sob essa ótica, é necessário destacar, ainda, como a falta de uma educação nas escolas, que tenha como objetivo ensinar aos meninos a como tratarem as meninas, colabora para tal problemática. Conforme defende o filósofo Paulo Freire, as instituições de ensino deveriam formar cidadãos éticos, morais e críticos, mas se preocupam apenas com conteúdos técnicos. Dessa forma, crianças e adolescentes, sem instruções, terão grandes probabilidades de reproduzirem atos ilícitos, vistos na sociedade.

Torna-se evidente, portanto, mudanças que visem erradicar a problemática da importunação sexual. Em razão disso, compete às organizações, que lutam pelos direitos das mulheres, disseminarem nos meios de comunicação, propagandas que mostrem a consequência do assédio no cotidiano do grupo supracitado. Ademais, o Ministério da Educação, junto aos pedagogos, incluir na grade curricular a disciplina de ética, ensinando o respeito ao próximo.