Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 07/08/2019
“O ser humano é aquilo que a educação faz dele.”, já afirmava o filósofo Kant, a fim de mostrar que a conduta e atitude de um indivíduo é baseada no que lhe foi ensinado. Nessa perspectiva, os homens são precocemente estimulados a terem uma vida amorosa aflorada e a partir disso, olham para mulheres de forma desrespeitosa embora, muitos vezes, não considerem como desrespeito. No entanto, essa atitude tem causado desconforto para muitas meninas não só no ambiente de trabalho, como também em lugares públicos. Verifica-se, portanto, que a manutenção de uma educação machista somada a transgressão às leis são desafios encontrados para vencer esse assédio.
Em primeiro lugar, é preciso considerar que há uma cobrança diferente determinada pelo sexo das pessoas e que interfere fortemente no comportamento social. Nesse sentido, considerando-se uma sociedade pautada em costumes patriarcais, meninas são ensinadas a serem recatadas e obedientes aos seus maridos, enquanto meninos, com o intuito de provar constantemente sua orientação sexual, são criados para comandar e objetificar mulheres. Assim sendo, os homens desenvolvem hábitos desrespeitosos perceptíveis no cotidiano bem como assoviar, cantar ou até mesmo passar a mão no corpo das vítimas sem consentimento e não obstante, elas são obrigadas a ouvir comentários como “homem é assim mesmo” ou “é só uma forma de elogio”. De acordo com esses fatos, mostra-se a urgência do combate aos costumes machistas na sociedade brasileira.
Deve-se abordar, ainda, que medidas criadas para amenizar o assédio sofrido por mulheres são, infelizmente, ignoradas constantemente. Tal fato pode ser comprovado, por conseguinte, com a presença de homens no vagão feminino do metrô, ônibus e trem, ou seja, desrespeita-se o espaço destinado especialmente para o sexo feminino. Nesse ínterim, apesar de haver multas e uma lei que criminaliza o assédio sexual - influenciado, principalmente, pela ascensão e valorização do movimento feminista do século XXl - a manutenção da educação machista é a base do problema. Prova disso, cita-se o filósofo Pitágoras: “Eduquem as crianças e não será necessário punir os homens”.
Por isso, com o intuito de combater os casos de assédio sexual na sociedade brasileira, é imprescindível considerar a Educação como ferramenta de transformação principal. Cabe às escolas, portanto, investir em aulas que ultrapassem a visão conteudista, objetivando, através de aulas com profissionais qualificados, como psicólogos e pedagogos, mostrar a importância de ensinamentos pautados na equalização de direitos e a necessidade do respeito aos indivíduos independentemente do sexo. Dessa forma, desde a tenra idade, as pessoas, principalmente os homens, criarão um senso de empatia, diminuindo os casos de importunação sexual, tornando o mundo um lugar mais justo.