Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 03/11/2020

A Carta Magna brasileira de 1988 afirma a todo cidadão o direito à liberdade, além de determinar a livre locomoção em espaços públicos. Posto em análise as questões que englobam essa problemática, é evidente que apesar destes direitos serem instituídos para todo e qualquer cidadão, as mulheres ainda não conseguiram exerce-los totalmente, tendo em vista que elas diariamente têm esse privilégio, concebido pela legislação, tomado e ferido, sendo vítimas de abusos e até mesmo, mortas por apenas serem mulheres.

É indubitável que através de anos de luta, as mulheres conseguiram mudar seu papel na sociedade e começaram a ser integradas e consideradas cidadãos, como qualquer outro. Nesse contexto, é importante ressaltar que mesmo após séculos de esforços, a figura feminina ainda é tida como inferior e constantemente objetificada por ideais machistas enraizados na sociedade. É válido analisar que de acordo com a campanha “Chega de Fiu-fiu”, realizada por jornalistas em 2018, mais de 80% das mulheres já foram assediadas.

Além disso, é apropriado salientar que segundo Albert Einsten, se os indivíduos não modificarem sua maneira de pensar, não serão capazes de resolverem problemas causados por eles mesmos. Dessa forma, é de suma importância conscientização sobre a temática dos abusos sofridos pelas mulheres e como isso fere seus direitos previstos na Constituição. Ademais, é imprescindível destacar a necessidade da desconstrução social sobre ideias machistas e sobre a objetificação feminina, tendo em vista a redução da taxa de abusos, agressões e feminicídios.

Portanto, é notória a problemática de assédio sexual na sociedade contemporânea. Logo, vê-se necessário que o Ministério da Cidadania crie projetos de proteção para as mulheres e meios de comunicação para que haja a denúncia do abuso sofrido. Ademais, o Ministério da Justiça deve criar um projeto de lei que instaure como obrigatória a proteção para mulheres em locais públicas, além de aumentar a pena àqueles que cometem crimes contra a imagem feminina, visando melhora de vida e segurança para as mulheres. Com isso, objetiva-se a construção de uma sociedade mais evoluída e menos hostil com a figura feminina, além de fornecer a liberdade e locomoção para as mulheres, como para qualquer outro cidadão.