Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 07/08/2019

Na história da sociedade brasileira se faz presente a determinação de valores quanto a postura correta que uma mulher deve ter em seus ambientes sociais.Nota-se no Brasil desde o século XX até os dias atuais,a disseminação da ideia de que o valor da mulher na sociedade está ligado a sua conduta social e sexual.Entretanto,essa ideia sobre o valor social da mulher cria um ambiente que banaliza,legitima e justifica a violência contra ela,criando uma verdadeira cultura em nosso país,a cultura do estupro.

Hoje,um dos maiores problemas sociais do Brasil é o estupro associado ao assédio sexual contra mulheres.Segundo o jornal El País,o estupro só acontece porquê o assédio é permitido,isso explicaria o fato de uma mulher ser estuprada  a cada 11 minuto no Brasil,segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública(FBSP) já que,o assédio sexual é naturalizado pelo brasileiro com a desculpa tola de que é só uma brincadeira.Logo,essa “brincadeira” vem alimentando a cultura do estupro no nosso país e funciona como “abre-alas” para o estupro contra uma mulher.

Nesse contexto cultural que o Brasil está inserido,a voz da mulher é enfraquecida e muito questionada,observa-se que o argumento “é minha palavra contra a sua” se tornou uma constante nos casos de crimes de cunho sexual e vem sendo o alvará para o silêncios das vítimas,que em grande parte dos casos não denunciam o assédio ou estupro vivenciado.Além disso,a voz passiva da mulher brasileira pode ser entendida também como um sentimento de culpa,uma vez que,segundo o jornal O Globo,58% da população brasileira afirma que as mulheres têm uma parcela de culpa sobre os estupros que sofrem.

Portanto,a cultura de assédio se solidificou na sociedade brasileira.A fim de alterar o olhar machista,os meios de comunicação,com impacto apelativo,devem transmitir noticiários sobre a equidade dos gêneros e problematizar a banalização do abuso,induzindo a reflexão e mudança na conduta dos indivíduos.O Governo,ainda,sendo mais punitivo nas leis contra essa situação garantirá o reconhecimento da liberdade feminina. como anseia Chimamanda.