Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 21/08/2019
Na série “The Society”, um grupo de jovens é levado para um universo paralelo vazio, onde não existem leis, e um dos personagens, usando a violência, obriga uma mulher a casar com ele. Apesar de ficcional, tal contexto assemelha-se a realidade, pois com a ausência de investimento nas áreas de educação e segurança isso torna-se comum, infelizmente. Assim, é necessário o debate sobre o assédio sexual contra a mulher.
De acordo com a campanha “Chega de Fiu Fiu”, 85% das mulheres já foram assediadas em algum momento da vida. Esse dado evidencia a baixa eficiência do Estado em criar programas de conscientização para que o problema seja amenizado, tais como a introdução de matérias específicas sobre o tema nas escolas e palestras nas mídias tradicionais. A existência desses mecanismos de ensino é de suma importância, pois como já diria Immanuel Kant, “o ser humano é aquilo que a educação faz dele”.
Ademais, é notório que a ineficiência da seguraça pública contribui para a problemática. Como exemplo, a falta de guardas e policiais em locais que ocorrem mais assédios, como: metrôs e estações de ônibus. Isso se deve a carência de leis que favoreçam a melhor alocação de policiais nessas áreas. Naturalmente, em um país de proporções continentais como o Brasil, percebe-se que a situação é complicada e desgastante para todos.
Como dizia Newton, um corpo tende a menter-se em seu estado até que uma força atue sobre ele. Desse modo, a aplicação de uma força suficiente contra a questão do assédio sexual no Brasil é imprescindível. Para isso, cabe ao governo investir no Ministério da Educação e Cultura para que contrate os profissionais adequados, afim de ensinar a moral e o respeito desde cedo nas escolas. Além disso, o Ministério da Segurança Pública deve organizar os guardas e policiais municipais de todo o Brasil para monitorar os lugares mais perigosos. Por esses meios, os casos de assédio como na série “The Society” diminuirão.