Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 06/09/2019
Desde o Iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Não obstante, quando constata os desafios para reduzir os casos de assédio sexual, no Brasil, verifica-se que esse ideal iluminista é apurado na teoria, entretanto, na prática a problemática persiste, profundamente, ligada à realidade. Diante disso, cabe discutir formas para reduzir os casos de abusos sexuais sofridos por mulheres.
Em uma primeira abordagem, é fundamental destacar o pensamento de Jurgen Habermas, filósofo alemão que propõe que, quando há uma demanda social, devemos debater na esfera pública, com a participação dos cidadãos. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no pensamento de que o assédio sexual é culpa da mulher. Além disso, segundo a campanha “Chega de Fiu Fiu” oitenta e cinco por cento das mulheres já tiveram seu corpo tocado sem permissão publicamente.
Outrossim, destaca-se a impunidade como propulsor da cultura machista que perpetua-se na sociedade brasileira. Seria racional acreditar que o Brasil, um país politicamente democrático, possui uma justiça social eficiente. Contudo, é um desafio saber até que ponto os direitos das mulheres permanecerão em desprezo, isso se evidência pela pesquisa apresentada pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), que entre 2009 a 2011, ocorreram mais de dezessete mil casos de feminicídios no país.
Diante disso, é evidente que se trata de uma realidade drástica, podendo afetar o mundo atual. Infere-se, portanto, que é premente a situação dos casos de assédio sexual com a mulher brasileira. Por isso, é necessário que o Estado, em especial o Ministério da Justiça, invista na segurança da mulher, aumentando o número de delegacia da Mulher, patrulhas de apoio exclusivo, além de aplicativo para denúncia de assédio em tempo real, realizar campanhas publicitárias nas mídias televisivas com o tema “Abuso sexual é crime”, dessa forma a cultura machista passará de realidade para devaneio. Ademais, tais pressupostos harmonizariam as relações entre o mundo objetivo, mundo social e mundo subjetivo, e essa harmonia é estimulada através do dialogo, única via, segundo Habermas, criadora de condições para a autossuficiência humana.