Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 28/08/2019
Em 1932, durante a Era Vargas, a mulher brasileira conquistou o direito ao voto, trazendo assim uma expectativa de uma função linear crescente no plano cartesiano da luta pela igualdade social entre mulheres e homens. No entanto, quando se observa os desafios para reduzir os casos de assédio feminino no Brasil, as quais ideias de inferioridade por parte dos homens e machismos estão presentes, contradiz essa ideia colocando em uma função decrescente.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a mulher no cenário empresarial brasileiro atual é vista como inferior por uma grande parcela de homens. Nesse espectro, nota-se que as mulheres são menosprezadas em qualquer área de trabalho, pois é de senso comum que no passado os trabalhos impostos às mulheres eram: cuidar da casa e seus filhos. Isto posto, é pautável tomar como norte uma reportagem feita pelo site “Exame”: mostra que as empresárias têm menos redes de contato e nem sempre participam de negócios maiores ou inovadores. Faz-se imprescindível, portanto, a resolução dessa conjuntura, ademais, como cita Tupac, “Uma mulher te coloco no mundo, você não tem direito de desrespeitar uma delas”.
Vale ressaltar, em segundo plano, os indícios sexistas e machistas no contexto brasileiro. Por conseguinte, é válido reconhecer como esses indícios é capaz de limitar a própria cidadania da mulher. Acerca disso, é cabível trazer o discurso do filósofo Jürgen Habermas, ação comunicativa: consiste na capacidade de uma pessoa em defender seus interesses e demonstrar o que acha melhor. Sob tal ótica, uma entrevista feita pela “VIX”, revela que 85% das mulheres já tiveram seu corpo tocado em espaço público e que 83% dessas, não gostaram do ocorrido. Por fim, é substancial a alteração desse quadro atual que vai de encontro a negação dos direitos das mulheres.
Portanto, cabe ao Estado tomar providências para a dissolução do cenário atual. Para a conscientização da população a respeito do problema, urge que o MEC, por meios de verbas governamentais, campanhas publicitárias que detalhe como os atos repugnantes como o assédio e ser taxado de inferior pode afetar negativamente a vida de uma mulher retirando de seus direitos civis inegáveis, no intuito de amenizar a visão ínfero à respeito das mulheres de uma grande parte dos homens e combater o machismo no brasil. Somente assim será possível combater a passividade do tema, pois como cita Elias Torres, “O machismo é próprio da incapacidade do homem em admitir que a mulher muitas vezes é superior”.