Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 29/08/2019
Na música do Mc Kondzilla ‘ô lá em casa’, é retratada como os homens se acham no direito de molestar às mulheres por suas condutas. Assim como na canção, vem ocorrendo no atual cenário brasileiro um grande índice de assédios sexuais. Para tal, a cultura de achar que o valor da mulher está ligado às suas condutas morais e a culpabilização imposta pela sociedade intensificam esse quadro alarmante.
Como supracitado, a maneira de achar que a mulher tem determinado desejo sexual, por seus costumes pessoais, intensifica esses entraves. Basta ver que a própria sociedade impõe que a mulher ‘ tem que andar na linha’, e os rapazes incentivados, desde de muito novos, a serem os ‘pegadores’, gerando um país consumido pela hipocrisia e preconceito, que claramente se reflete em piadinhas de baixo calão como ‘fiu fiu, gostosa’ ou de achar que só pelo fato da pessoa está com uma vestimenta curta, ela está ‘pedindo’ para ser estuprada. Segundo o físico Einstein, não haverá nenhuma saída para os homens, sem cultura moral. Nisso, é inadmissível que um país, que se diga tão globalizado, ainda possua uma mentalidade da época dos titãs.
Ademais, a culpabilização imposta no meio social fomenta à problemática. Assim como na série ‘Assédio’, na qual várias moças que têm o desejo de ser mãe, procuram o médico Roger Sadala, para fazer inseminação artificial, mas acabam sendo estupradas por ele e por medo e culpa escondem o ocorrido por um longo período. Paralelamente, assim ocorre no Brasil, onde mulheres, adolescentes e crianças são acariciados, sofrem com olhares de cunho sexual e abusos, todos os dias, e por medo de uma sociedade, que deveria reprimir esses atos criminosos, preferem as julgar onde, quando e o que estavam fazendo em determinado local. Logo, instigando nessas vítimas o aumento de depressões e até mesmo levando-as ao auto suicídio.
Dessarte, é mister que o Ministério da Educação e a Seara midiática, junto às escolas realizem projetos para orientar a população sobre as diversidades de assédios sexuais, com propagandas em rádios e tevês que orientem as vítimas que não se deve ter medo da situação e sim procurar ajuda de amigos para fazer gravações e áudios dos ocorridos para que os criminosos sejam punidos de acordo com lei. As escolas e os pais devam lapidar nos alunos o respeito com as pessoas independentemente de seus costumes sociais e quebrar, por meio de palestras, esse paradigma de que o homem é o ‘pegador’ e mulher ‘tem que se comportar’, para não ser atacada. Dessa forma, amenizar o marxismo brasileiro e torná-lo uma nação mais igualitária.