Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 06/09/2019

Na Idade Média, as mulheres eram o símbolo da fertilidade, isto é, um objeto de manipulação do homem. Nesse contexto, propaga-se a cultura do patriarcalismo. Hodiernamente, percebem-se os resquícios desse processo no dramático cenário de assédio sexual. Dessa forma, é nítida a falha da segurança e da educação nesse processo.

A princípio, o artigo 6° da Constituição Federal determina a segurança como um direito social. Entretanto, é perceptível que esse conceito se encontra deturpado no que tange às mulheres, visto que persiste a negligência na justiça dos casos de assédio. De fato, é notório o medo que as mulheres têm de estarem sozinha em locais, pois machistas se aproveitam da situação para praticar o assédio. Dessa forma, a sexo feminino precisa de maior apoio do Estado na sua segurança.

Outrossim, a cultura patriarcalista precisa ser desmascarada aos alunos desde o ensino básico, porquanto se uma criança cresce sendo ensinada a respeitar ao outro sem restrição de gênero, ela tende a construir valores de idoneidade moral e ética, isto é, saber que o direito pessoal termina quando o do próximo inicia. Com efeito, o britânico Wordsworth diz: “o menino é o pai do homem”; quer isso dizer, a educação na infância é o resultado das atitudes do adulto.

Em síntese, o Ministério da Justiça, aliado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, deve criar um aplicativo de denúncia de assédio, com funções de fotografar e de enviar a localização para unidades de segurança mais próxima, a fim de obedecer o artigo 6° no referente a segurança, e, com isso, oferecer maior conforto em sair sozinha para os locais. Ademais, o Ministério da Educação precisa criar o programa chamado de “O Corpo Não é Seu”, em que os alunos, desde o ensino básico, receberão aulas de moral e ética sobre o respeito ao corpo do outro, com o fito de estimular a consciência sobre a mediocridade do assédio.