Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 25/09/2019

Ao analisar a questão do assédio sexual, vê-se que ele é um problema muito presente na sociedade brasileira, especialmente, entre as mulheres. Isso deve ser combatido, uma vez que gera danos emocionais, físicos e psicológicos adversos e contribui para a reincidência de novos casos. Nesse sentido, faz-se necessário destacar dois aspectos: a banalização da violência contra a mulher e o silêncio adotado por muitas vítimas que sofrem assédio.

Em primeiro lugar, apenas 15% das mulheres não sofreram algum contato físico indesejado, segundo dados da campanha “chega de fiu fiu”.

Além disso, é importante ressaltar que a cultura do estupro é causada, primeiramente, pela negligência quanto aos atos praticados por assediadores, isto é, um simples elogio inoportuno na rua ou um assobio, por exemplo, muitas vezes acaba sendo interpretado como normal pela sociedade opressora. Ademais, o silêncio adotado por muitas vítimas- geralmente por medo e culpa - contribui para que mais vítimas sofram com assédios sexuais.

Em virtude disso, surgem as consequências. O autor provoca nas vítimas dificuldade de relacionamento social no trabalho e com pessoas próximas. Também, gera medo, visto que, as mulheres ficam com medo de denunciar as investidas ofensivas pois, muitas vezes, sofrem ameaças em casos mais graves.

Portanto, é necessário romper com a cultura do assédio sexual. O governo deve criar leis mais severas e fiscalizar o cumprimento da pena por infratores. Ainda por cima, as polícias em união devem garantir as vítimas segurança para denunciarem delitos sofridos verbalmente ou fisicamente. Outrossim, as escolas devem desde cedo promover palestras educativas expondo a necessidade de respeitar as mulheres como são e valorizá-las e não como objeto. Não só, mas também, a mídia deve realizar campanhas publicitárias incentivando aquelas vítimas de assédio a denunciarem casos como esse que acometem muitas pessoas todos dias.