Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 26/09/2019
O feminismo é o movimento que luta pela equidade política, social e econômica dos gêneros. Na época atual, muitas conquistas em prol da garantia dessas igualdades já foram alcançadas – a exemplo do direito de praticar qualquer esporte, adquirido no ano de 1979. Entretanto, essas conquistas não foram suficientes para eliminar a violência, o preconceito e o assédio sexual existentes na sociedade brasileira.
Em primeiro lugar, uma das causas dos assédios é a visão machista sobre a conduta feminina. Mesmo que o feminismo tenha assegurado maior autonomia à mulher, o patriarcalismo ainda a subjuga pela sua vestimenta, reprimindo sua liberdade de escolha e por consequência, os ideais conservadores se sobrepõem à realidade. Exemplo disso, foi a exibição da entrevista da Marcela Temer pela revista “Veja”, em uma reportagem intitulada como: “bela, recatada e do lar”. Tal título unifica o papel da mulher, pois o machismo justifica que aquelas que desviem deste padrão ao usarem roupas curtas e saírem desacompanhadas estão propícias ao abuso.
Por conseguinte, de acordo com o instituto Patrícia Galvão, 97% das brasileiras com mais de 18 anos, afirmaram que já passaram por situações de assédio sexual no transporte público, por aplicativo ou em táxis. Esse dado evidencia a baixa eficiência dos mecanismos de auxílio à mulher, tais como a Secretaria de Políticas para as mulheres e a Lei contra o crime de importunação sexual. A existência desses mecanismos é de suma importância, mas suas ações não estão sendo satisfatórias para melhorar os índices alarmantes de agressões e abusos contra o, erroneamente chamado, “sexo frágil.”
Portanto, nota-se que a cultura de assédio se solidificou na sociedade brasileira. A fim de alterar o olhar machista, debates e a aulas temáticas nas escolas incentivarão crianças e jovens a respeitarem os direitos da mulher. Ademais, os meios de comunicação, com impacto apelativo, devem transmitir noticiários sobre a equidade de gêneros e problematizar a banalização do assédio, induzindo a reflexão e mudança na conduta dos indivíduos. O Governo, ainda, sendo mais punitivo nas leis contra essa situação, garantirá o reconhecimento do livre-arbítrio feminino.