Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 29/09/2019
O assédio sexual é um problema que vem desde a antiguidade, como pode ser visto em Esparta, pois nessa pólis, mulheres só eram vistas como objetos de reprodução e criação de filhos. Ao longo do tempo, esse problema aumentou, ainda mais com a entrada das mulheres no mercado de trabalho, como pode ser visto no filme “As sufragistas”, no qual, as mesmas sofrem constantes assédios no ambiente trabalhista. O aumento e desse problema, tem como causas: A cultura enraizada da objetificação da mulher e do costume constante de culpar as vítimas.
Adjunto disso, pode se levar em consideração, um conceito filosófico denominado “determinismo”, que visa explicar nossas ações como consequências do meio externo. Nesse sentido, explica-se o assédio como sendo perpetuado, por conta da cultura de enxergar a mulher como objeto, de modo que homens achem certo “usá-las”. Essa cultura de objetificação, pode ser vista na obra do escritor Shakespeare, intitulada “A megera domada”, que mostra uma protagonista tendo que ser submetida a vários males, apenas para ser considerada uma mulher “digna” de um marido.
Além disso, não deve se esquecer que o assédio é apenas o primeiro passo para o estupro, ou seja, a perpetuação dele, culmina em mais violência. Outrossim, vale se lembrar que culpar a vítima apenas isenta o agressor, de forma que o mesmo muito provavelmente reincida. Um exemplo dos males que isso traz, é o documentário “Audrie e Daisy” que mostra duas jovens que foram estupradas e depois ainda tiveram que sofrer com pessoas as considerando culpadas, o culminou no suicídio de uma delas.
Em suma, para solucionar o problema, é necessário que a SECOM crie uma campanha acerca do assunto, por meio de veículos midiáticos, com o intuito de ir aos poucos desconstruindo esses costumes. Ademais, é válido lembrar que enquanto houver pessoas inferiorizando outras, e isso não for considerado um problema, a sociedade continuará falhando, afinal como dizia Hobbes: “O homem é o lobo do homem”.