Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 03/10/2019
O artigo 5º da Constituição de 1989, defende o direito pleno de qualquer cidadão. No entanto, percebe-se uma lacuna na garantia desse direito na questão dos assédios sexuais, o que, além de grave, torna-se um problema inconstitucional. Dessa forma, é preciso que medidas estratégicas sejam aplicadas para alterar essa situação que possui influência da falta de políticas públicas e do legado histórico.
Convém ressaltar, a princípio, que a insuficiência de leis é um impasse para a resolução. De acordo com Aristóteles, a política tem como função preservar o afeto entre as pessoas de uma sociedade. Contrariamente, no Brasil, as mulheres não encontram respaldo político necessário para ser solucionado. Nesse sentido, pode-se observar a problemática, pois, a população feminina não é protegida e respeitada como deveria, como por exemplo, 85% das mulheres já tiveram seus corpos tocados sem permissão publicamente segundo o site VIX, é notório que elas vivem em constante ameaça. Assim, sem uma legislação correta, elas serão vítimas frequentes.
Ademais, surge a questão do legado histórico, que intensifica a questão. Segundo o pensamento de Claude Levi Strauss, só é possível interpretar adequadamente as ações coletivas por meio do entendimento dos eventos históricos. Nesse contexto, o assédio sexual, mesmo que fortemente presente no século XXI, apresenta raízes intrínsecas à história, o que dificulta a sua erradicação, prova disso, é que em Atenas, na Grécia Antiga, as mulheres eram vistas apenas como reprodutoras e inferiores. Por isso, é necessário que as raízes sejam cortadas, para que as mulheres possam ter uma nova fase.
Portanto, urge a necessidade de estratégias que mude esse cenário. Logo, o Poder Legislativo deve revisar e criar políticas públicas que realmente sejam eficazes, para que as mulheres estejam em proteção e prontas para se socializarem sem nenhuma intimidação, a mídia pode dar apoio nessa ação divulgando tais leis nas redes sociais e TV nos horários nobres, com o intuito de todos possuírem conhecimento. Além disso, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério da Cultura, devem desenvolver cartazes didáticos e palestras em escolas por meio de entrevistas com vítimas e especialistas no assunto, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e amenizar o legado histórico, tornando-os conscientizados. Enfim, as mulheres serão tratadas como devem e o assédio sexual deixará de ser um problema.