Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 15/10/2019
O “Estado de Natureza” , defendido pelo filósofo Thomas Hobbes, consiste no ideal de que na ausência de uma sociedade, o homem tende a seguir seus instintos primitivos. Hodiernamente, na pós-modernidade, mesmo com a consolidação de um corpo social, diversos indivíduos mantém seu primitivismo, sendo evidenciado nos casos de assédio sexual. Dessa forma, é necessário combater tal problemática, que persiste afetando mulheres em transportes públicos, gerando um desconforto social nas vítimas.
Primeiramente, é de suma importância ressaltar que as mulheres são vítimas diárias de assédio em transportes públicos. Segundo uma pesquisa do site “G1-Globo”, cerca de 97% das mulheres brasileiras foram assediadas sexualmente nos ônibus. Infere-se, mediante o descrito, que em ambientes onde há aglomeração de pessoas, torna-se suscetível a consolidação de práticas de assédio que, na maioria dos casos, passa despercebido. Faz-se imprescindível, portanto, a distinção dessa conjuntura vigente.
Em segundo plano, tal problemática tem por consequência o desconforto das vítimas ao sair e utilizar transportes públicos. De acordo com uma pesquisa divulgada pelo site UOL, 81% das mulheres já deixaram de fazer algo por medo de assédio. Desse modo, é indiscutível contrariar-se ao fato de que esse crime dificulta a vida de diversas mulheres, por causar um constante receio nelas, atrapalhando o dia-a-dia.
Destarte, medidas exequíveis devem ser estabelecidas para modificar tal contexto. O Governo Federal, em parceria com a iniciativa privada, deve aumentar a fiscalização dos transportes públicos, como ônibus e metrô, por meio da instalação de câmeras, que serão monitoradas por policiais, diretamente das delegacias das mulheres. Tal medida deve ser estabelecida o quanto antes, a fim de mitigar os casos de assédio que passam despercebidos. Com isso aplicado, o Estado de Natureza será extinto da sociedade pós-moderna.