Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 28/10/2019
Em 1932, durante a Era Vargas, a mulher brasileira conquistou o direito ao voto, trazendo assim uma expectativa positiva na luta pela igualdade social entre mulheres e homens. No entanto, quando observamos os desafios para conter os casos de assédio feminino no país, as quais ideias de que a mulher, no brasil, é vista como propriedade aos homens, contradiz essa ideia e sobrepõe em uma expectativa decrescente.
Antes de tudo, é importante esclarecer como a mulher, no cenário brasileiro, é vista como objeto por uma grande parcela de homens. Nesse espectro, de acordo com uma entrevista feita pela “Globo”, a socióloga Samira Bueno afirma que: “No Brasil, a mulher é vista como propriedade, o homem pode fazer o que quiser do corpo feminino”. Por conseguinte, percebe-se que as mulheres compõem um grupo altamente desfavorecido numa sociedade democrática, negligenciando o discurso de igualdade defendido por Howald Becker.
Nesse sentido, com essa perspectiva de inferioridade, nota-se que o machismo cresce paralelamente, visto que impõe pela superioridade do gênero masculino. Nesse cenário, o assédio cresce de maneira exacerbada, de acordo com a revista “VIX, 85% das mulheres já tiveram seu corpo tocado em espaço público. Partindo dessa verdade, o direito assegurado pela Secretária dos direitos humanos é amputado e o abismo entre mulheres e homens torna-se, portanto, maior.
Em suma, o Estado, por seu caráter socializante e abarcativo, deverá promover políticas públicas que resolvam esse problema e através da educação, garantir, efetivamente, a anulação desse tema. A mídia, por meios de campanhas em cadeia nacional deverá detalhar como os atos de assédio pode afetar negativamente a vida de uma mulher. O Ministério da Educação, formador de caráter, deverá implementar palestras gratuitas pregando igualdade de gênero, visando explicar o machismo, para gerar uma maior igualdade entre homens e mulheres, garantindo uma democracia