Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 20/01/2020
Historicamente há uma desvalorização da mulher em relação ao homem. Essa desvalorização foi construída por séculos. Desde o “pecado original” que coloca Eva como a culpada, pois ao ouvir a serpente ela deu espaço para o pecado, arrastando Adão para ele, esse pecado deu origem ao mau do mundo. Assim como, diversas mentes geniais femininas da literatura, tiveram que usar pseudônimos masculinos para poderem ser publicadas e levadas a sério, isso gerou um apagamento feminino na história, foi o caso de Mary Ann Evans que usou o pseudônimo de George Eliot.
Além da questão histórica, um ponto importante ao se discutir sobre o assédio sexual e os desafios para reduzi-lo diz respeito a questão estrutural, em que se configura esse comportamento, reproduzido por tantos. Ideias incutidas desde cedo nas crianças, mesmo que das formas mais sutis, de como agir em relação as mulheres, são extremamente cruciais para a formação de um adulto que irá respeitar ou não as mulheres.
Mesmo com um avanço nos direitos e papel da mulher na sociedade, comportamentos machistas continuam a vigorar. Isso é possível constatar ao analisar um estudo feito pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), divulgado em 2015, que aponta que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no Brasil. Os números de assédios são ainda maiores.
Pode-se concluir, que o machismo é algo histórico e estrutural na sociedade. Para diminuir os casos de assédio, medidas tem que ser tomadas. Cabe ao Ministério da Educação (MEC) criar programas que sejam implantados nas escolas, com o intuito de conscientizar os jovens e direcioná-los para o fim do assédio. Mas a mudança, além, de ser trabalhada nas escolas tem que ser trabalhada em casa, pelas famílias, pois são o primeiro contato para formação das crianças. Além disso, programas nas mídias tem que trabalhar o assunto. Para que assim possa haver a diminuição dos casos de assédio.