Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 26/06/2020

No reality show, “Big Brother Brasil”, reclamações do membro Petrix Barbosa, que chacoalha o peito de uma participante e esfrega seu quadril na mesma atingiu a internet de péssima forma. Além de outro competidor, Pyong, que tenta beijar uma mulher contra sua vontade na festa e aperta a bunda de uma colega. Ao invés da emissora expulsar os dois, por estarem cometendo um crime, deixaram eles sem nenhuma penalidade e imediatamente vieram diversos internautas proclamarem. Por consequência, a isenção dos participantes podem resultar em uma normalização sob a perspectiva da sociedade sobre o assédio e assim o aumento dos casos.

Em primeiro plano, ao discutir a questão sobre abusos sexuais na visão masculina acaba sendo negligenciada.  que, em uma pesquisa pela feito pela Ipsos Moris Pwrils of Perception Survey, apontam que os homens acreditam que apenas 31% das mulheres sofreram assédio, enquanto elas disseram que 80% do mesmo sexo ja foram vítimas. Devido muitas padronizações machistas, como andar de saia e outros, as mulheres acabam sendo muito mais prejudicadas. Por essa razão, as mulheres se juntam para uma mesma causa e se apoiam enquanto os outros indivíduos se fazem de vitima por um crime que não sofrem.

Nessa visão, visto que existe uma lei contra o insistência sexual o patriarcado traz uma normalização para essa barbaridade e por não serem atingidos os homens a padronizam. A filosofa feminista, Simone de Beauvoir, trazia essa ideia do sistema de soberania masculina, em que eles são completamente favorecidos e ainda impedem a emancipação feminina, já que existia desde séculos passados. Segundo a lei 4742/ de 2001, informa que qualquer tipo de assédio é crime, mas devido a sociedade patriarcal são vistos como atos normais. Sendo assim, a violação de uma lei que não atinge o sexo que é “superior” na sociedade acaba sendo esquecido.

Logo, para melhorar as questões e inclusive a vivência das mulheres na sociedade necessitamos de melhoras na mentalidade para evoluir e retirar o preconceito e domínio dos homens. Portanto, cabe às escolas incluirem aulas especiais, como de educação sexual, para que desde pequenos todos já tenham a consciência e precaução dos entraves, como gravidez invejável, DST e IST, com o intuito de que, principalmente, os homens não objetifiquem o corpo feminino e assim as mulheres consigam sua liberdade para não sofrerem ataques por um estereótipo inventado. Somente dessa maneira, as crianças crescerão com compreensão dos aparelhos genitais, normalização de ambos sexos e do dever da igualdade de gênero.