Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 23/03/2020
Há muito tempo o assédio sexual vivenciado por mulheres é um problema e tem origem a partir do momento que existem papéis de gênero, o qual a mulher é submissa aos desejos do homem.Conforme diz a pesquisa do g1, “97% das mulheres dizem que já sofreram assédio no transporte público e privado no Brasil”, desse modo pode-se dizer que a sociedade brasileira atual, patriarcal e misógina, é o principal responsável pelo quadro.
Acerca disso é pertinente trazer o pensamento marxista, no qual o negro só se torna escravo em determinadas relações sociais, como a mulher é transformada em propriedade do homem em condições específicas de sociedade. No Brasil, é comum a mulher ser assediada enquanto caminha pela rua, com a possibilidade de sofrer uma ameaça de estrupo. Vale salientar a normatização de tais atitudes feitas pelo homem, encaminhando a culpa da agressão para a vítima, justificando o ato pelo vestuário da mulher, o horário que estava na rua, entre outros. Tal normatização é chamado cultura do estrupo. Por fim, vê-se que a quantidade de estupros foram de 60.018, segundo g1.
Infere-se, portanto, que acabar com a presença da cultura do estupro , pensamentos patriarcais e misóginos, são um grande desafio para o Brasil. Sendo assim as instituições escolares são responsáveis pela formação do pensamento do jovem e deve garantir o apoio às adolescentes, uma vez que a maioria das vítimas de estrupo foram meninas de até 13 anos ( Agência Brasil). O Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve atuar em favor da população, por meio de campanhas em canal aberto contra assédio sexual em locais públicos, criação de leis mais rígidas ao abuso sexual e redes de apoio às mulheres.A fim da emancipação das mulheres, para condições melhores de vida.
Afinal, de acordo com Simone de Beauvouir: " ninguém nasce mulher, torna-se mulher.