Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 18/05/2020

O sociólogo Gilberto Freyre afirmava que o povo brasileiro é um resultado harmonioso entre as “raças” que o integram. Essa proposta de miscigenação, contudo, ignora os abusos, estupros contra o povo indígena, contra as mulheres escravizadas. Nesse contexto em que a mulher é inferiorizada, urge a necessidade de analisar os desafios para reduzir os casos de assédio sexual no Brasil.

Em primeira análise, vale comparar a sociedade brasileira ao romance canadense “O Conto da Aia”. Em uma sociedade fundamentalista e patriarcal surge na qual as mulheres são capturadas do estado e distribuídas como propriedades para figuras masculinas. De maneira análoga à essa caricatura, no Brasil, o machismo pesa sobre milhões de mulheres brasileiras que são inferiorizadas ao ponto de se tornarem objetos para satisfazer o desejo sexual certo grupo.

Nesse viés, vale ressaltar que o machismo estrutural na sociedade, infelizmente, não é combatido apropriadamente. Segundo pesquisa do Instituto Patrícia Galvão, 97% das mulheres adultas já sofreram assédio no transporte. Isso se dá porque no assédio, a vítima se sente muitas vezes coagidas, impotentes de mudar a situação de opressão e quando acionam medidas de controle ao crime de assédio, o poder público falha em punir o criminoso da maneira devida.

Verifica-se, portanto, a urgência de se adotar medidas para reduzir os casos de assédio no Brasil. Para isso, faz-se necessário que a mídia crie anúncios televisivos retificando o que é, como se comportar diante e qual a punição legal para o assédio sexual. Tal propaganda tem o objetivo de conscientizar não só a vítima mas também o potencial agressor sobre o crime. Dessa forma será possível amenizar os casos de abuso sexual e criar uma sociedade brasileira realmente harmoniosa.