Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 16/04/2020
Em sua célebre obra Utopia, Thomas More fala de uma cidade ideal, onde não há sofrimento ou qualquer problema social. Contudo, na contemporaneidade brasílica, essa realidade relatada pelo antigo pensador está longe de ser alcançada, tendo em vista que o assédio sexual é algo real. Dito isso, faz-se necessário debater as causas e as consequências da temática para solucionar o impasse.
Diante de tal cenário, é válido ressaltar, inicialmente, que a Constituição 1988, em seu artigo 6º, garante aos nativos direitos sociais, tais como a segurança. Entretanto, o que se nota, pois, é a inoperância dessa norma constitucional, haja vista a mínima expressividade do Estado, ainda em vigor, no que tange à segurança, em especial, das mulheres contra o assédio sexual. Isso pode ser comprovado pela pouca importância que os governantes atribuem ao assunto, não realizando campanhas expressivas em canais abertos de televisão, por exemplo, que retratem a gravidade do assédio sexual. Tal contexto, demonstra, por conseguinte, um quadro social caótico que precisa ser combatido.
Além disso, é imprescindível salientar que o assédio sexual encaixa-se na conjuntura da violência. Consoante à teoria da “Violência Simbólica”, do filósofo Pierre Bourdieu, a qual diz que atos causadores de danos morais são um séria violentação psicológica. Sob tal ótica, pode-se interpretar que o assédio sexual implica na perpetuação de violência contra a mulher, como através do feminicídio, que afetou mais de 17 mil mulheres entre 2009 e 2011, de acordo com o Instituto de Pesquisas Econômica Aplicada. Assim, atos imorais cometidos na sociedade geram consequências ainda mais perturbadoras, como a subjugação da mulher.
Por fim, percebe-se a existência de vários dilemas relacionados ao assédio sexual. Desse modo, o Governo Federal, para fazer valer o artigo 6º da Carta Magna, deve investir em campanhas para combater o assédio no Brasil, informando à população que essa cultura é algo maléfico, por exemplo, mediante verbas recuperadas de operação contra a corrupção, como a “Postal Off”. Ademais, cabe às ONGs e às escolas, com intuito de minimizar os casos de assédio sexual e, consequentemente, diminuir o número de feminicídio no país, deve realizar palestras, as quais são ótimas para conscientizar o indivíduo sobre ações imorais, por intermédio de profissionais da área, como psicólogos.Dessa forma, o país estará próximo de ser um lugar ideal, como aquele dito pelo filósofo londrino Thomas More.