Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 24/04/2020
Abuso sexual é todo comportamento indesejado de caráter sexual, sob forma verbal ou física, com objetivo de perturbar, constranger, humilhar ou afetar a dignidade de uma pessoa. Nesse sentido, é reconhecido como assédio sexual: forçar uma relação sexual, ou um contato físico mais íntimo; proferir palavras de baixo calão, como cantadas inconvenientes; exibição ou envio de fotos pornográficas e toques sem consentimento.
Sabe-se que na sociedade, esta violência é, de certa forma, banalizada. Ou seja, mesmo sendo extremamente prejudicial, não se é dada a devida importância, fazendo com que ela fique cada vez mais comum. Nessa perspectiva, há muita dificuldade acerca do assunto, pois ao ser tão banalizado, acaba que muitas vítimas tenham impasse em identificar o que é assédio sexual e o que é uma “brincadeirinha ou elogio”.
Além disso, muitas vítimas não conseguem denunciar o abuso. Isso em virtude de vários motivos, como o medo do abusador, a vergonha, as ameaças que lhes são proferidas, a descrença de familiares, entre outros. Pela razão da descrença e vergonha, é comum mulheres que sofreram algum tipo de abuso terem consequências, às vezes, irreparáveis, pode haver algum dano físico, porém normalmente é psicológico, quando as mesmas desenvolvem depressão, ansiedade e distúrbios do sono. Enquanto que o abusador, na maioria das vezes sai ileso.
Em resumo, o abusador por conta de toda uma questão cultural, é quase sempre despretensioso enquanto a vítima sofre pela dúvida sobre seu depoimento. Do mesmo modo, existem pessoas que defendem que, a culpa do assédio é da vítima, pois ela está usando um tipo de roupa ou tem um modo de se portar que incita essa ação. Entretanto, é óbvio que a vítima não carrega nenhuma culpa, o assediador deve ser o único culpado e também é quem deve sofrer as consequências. Fica claro que, nessa questão, o sistema é falho como sociedade e como penalizador.
Portanto é necessário que o governo, juntamente com os órgãos responsáveis por essas questões, promova leis mais rígidas e com melhor funcionamento. Cabe à mídia que evidencie em canais midiáticos como é doloroso o sofrimento de uma vítima, como ainda é muito comum esses acontecimentos, seria importante essa propagação para que mais pessoas se conscientizem acerca disso e busque entender como funciona o pós de uma vítima e de um abusador. Também é necessário que os responsáveis pelas partes da denúncia e do atendimento às vítimas tenha uma melhor capacitação, assim obtendo uma melhor forma de tratamento à vítima, fazendo com que seja um processo menos doloroso e mais humanizado.