Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 22/05/2020

A série “Assédio”, criada em 2018, retrata o caminho de um médico, especializado na área de fertilização humana, condenado por crimes de abusos sexual a suas pacientes. Dessa maneira, assim como evidenciado na série, os casos de assédio são um problema muito grave, que atingem inúmeras mulheres diariamente, o que altera a qualidade de vida de tal população. Diante disso, deve-se analisar como a questão cultural e a omissão das vítimas são desafios para a resolução desse problema.

Primeiramente, é indubitável que o âmbito cultural causa esse problema. Isso porque, historicamente, a mulher possuía apenas um papel doméstico e sexual, sendo submissa ao homem, tal comportamento se tornou algo cultural, que permanece nas relações sociais até os dias atuais. Sendo assim, na maioria dos casos de assédio, o homem sente-se no direito de assediar a mulher por vê-la como um objeto ou por entender que está em uma posição superior. Em decorrência de tal campo cultural, a impertinência sexual é muitas vezes banalizada e negligenciada pelas esferas sociais, o que gera um aumento significativo nos casos de feminicídios, geralmente ligado à casos de assédio sexual.

Ademais, a omissão das vítimas também causa esse problema. Uma vez que, assim como mostrado na série “Assédio”, as pacientes que sofreram a impertinência sexual denunciaram o médico abusador, o que levou a prisão de tal criminoso. No entanto, na maior parte dos casos, as vítimas não denunciam o agressor, seja  influenciada pela questão cultural ou por sentir-se culpada em relação a situação. Além disso, muitas vezes, as vítimas não tem voz, o que faz com que essas pessoas sintam-se reclusas a denunciar o crime. Para exemplificar, no filme “Azul é a cor mais quente”, as atrizes depois de muito tempo da produção do filme decidiram expor os casos de abusos sexual que sofreram do diretor do filme. Em suma, as vítimas sentem medo de não serem ouvidas ou julgadas pela sociedade, o que gera a omissão de inúmeros casos de assédio sexual.

Torna-se evidente, portanto, que a questão cultural e a omissão das vítimas contribuem para a permanência dos desafios para reduzir os casos de assédio sexual. Em razão disso, cabe ao Ministério da Educação, juntamente com a mídia, expor o âmbito cultural machista e suas consequências para as mulheres, por meio de campanhas e ações conscientizadoras, com o intuito de acabar com os casos de assédio sexual, o que contribui para a qualidade de vida de inúmeras mulheres. Além do mais, cabe as ONGs ,voltadas para defesa da mulher, incentivar as mulheres a denunciar os casos de abuso sexual, por intermédio de campanhas, auxiliadas pelo Poder Judiciário, que demonstrem a devida segurança a vítima, com o fito de que casos como ocorrido no filme “Azul é a cor mais quente” não sejam frequentes. Dessa maneira, os casos de assédio sexual serão extintos.