Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 23/05/2020
Não é de hoje que as mulheres sofrem com assédios sexuais. No Império Romano, por exemplo, o imperador Sila ( 138 - 78 a.C ) disponibilizou intervenções jurídicas nos casos em que a mulher fosse ofendida publicamente. Evidentemente, a mulher sofre desde a antiguidade, cenário que não mudou nos dias atuais, o que ocasiona muitas vezes problemas sérios de saúde, como ansiedade, depressão e insônia. Dessa forma, visando o enfrentamento deste problema, constata-se a necessidade de discussões sobre os impactos do assédio sexual na vida da mulheres.
Primeiramente, é importante citar que a banalização do assédio sexual causa a cultura do estrupo, isto é, a naturalização e legitimação de ações, como assobios na rua, xingamentos e puxadas no cabelo. Segundo uma pesquisa feita pela ActionAid, 86% das mulheres já sofreram assédio em público, o que também se afirma através de diversos filmes, como o “Não Mexa com Ela”. Portanto, observa-se a indispensabilidade de ações contra a romantização de todos os tipos de assédio sexual.
Ademais, vale ressaltar que uma das principais causas dos assédios é a visão machista sobre a conduta feminina. Certamente o feminismo já garantiu muita autonomia política e social à mulher, porém, o patriarcado ainda a julga pela sua vestimenta e pelo seu empoderamento. De acordo com a pesquisa “Tolerância social à violência contra as mulheres” 65% dos homens concordam que mulheres com roupas curtas merecem ser atacadas e 48% acham errado a mulher sair com os amigos. Desse modo, fica nítido que as ideias conservadoras se sobrepõe a realidade.
Logo, a cultura de assédio se solidificou na sociedade brasileira, problema que deve ser solucionado. Assim sendo, é necessário que os meios de comunicação com aspectos apelativos , como revistas e televisão, promovam campanhas, por meio de ampla divulgação midiática , problematizando a banalização do abuso, induzindo a reflexão e a mudança de conduta dos indivíduos. Além disso, também é importante debates e aulas de conscientização sobre os perigos do machismo por meio de professores e psicólogos especializados no assunto, a fim de que, assim, o olhar sobre o assédio sexual mude e a mulher possa viver sem medo.