Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 24/05/2020
Promulgada pelo ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos, garante a todos os indivíduos o direito a segurança, saúde e ao bem-estar social. Porém os problemas enfrentados para reduzir e erradicar os casos de assédio sexual, impossibilita que determinada parcela da população desfrute desses direitos Universais na prática. De acordo com o contexto, deve-se valia os fatores que favorecem esse quadro, para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é um fator primordial no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a oitava posição na economia mundial seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente, contudo isso não é observado, e os resultados desse contraste social são refletidos nos altos índices assédio sexual registrados em locais públicos. Segundo o site vix “em uma pesquisa feita, foi revelado que 8,5% das mulheres que participaram, tiveram seu corpo tocado sem autorização, em espaços públicos”. Conquanto, é considerado um verdadeiro absurdo que em plena século XXI, ainda ocorra a proliferação de ideias machistas, possibilitando e até mesmo banalizando o assédio sexual sofrido pelas mulheres.
Faz-se mister, ainda, salientar a banalização do estupro, e o empoderamento masculino, imposto pela sociedade, que põem o homem em situações de superioridade em relação as mulheres, como grade impulsionador do problema. De acordo com o filosofo Immanoel Kantt, “O homem não é nada além daquilo que a educação faz dele”. Assim é inaceitável as inconsistentes políticas públicas para que a sociedade permita-se evoluir, e deixar de cometer injustiças com as mulheres.
Infere-se portanto, indubitavelmente, que medidas são necessárias para resolver o impasse. Urge que o Ministério dos Direitos Humanos em parceria com o Ministério da Educação, realize políticas públicas, como palestras, seminários e vídeo aulas, para a população, mostrando pesquisas sobre a relação de mulheres que sofreram assedio sexual em locais públicos e relatando depoimentos de pessoas que já sofreram assedio, assim a população tomara conhecimento das sequelas deixadas nas vitimas, quebrando o tabu de assédio é uma coisa normal. Ademais, o Ministério da Segurança, deve direcionar recursos provenientes no Tribunal de Contas da União, para municípios que dé a devida importância e dedicação em combater o assédio sexual. Assim poderíamos superar os altos índices de assédio sexual no país, e será possível alcançar um Brasil mais integrado e justo.