Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 01/06/2020

Devido à cultura do estupro, homens e mulheres sofrem diariamente com o assédio sexual. Esses, em consequência de atos constrangedores e humilhantes, denunciam como o assédio sexual tem se tornado persistente em locais públicos. Desse modo, a erradicação da cultura do estupro somado a medidas penais são mister no cenário social.

Em primeiro lugar, é importante destacar a cultura do estupro, estando relacionada à atitudes libidinosas, como o assédio. De acordo com o Instituto Patrícia Galvão, 97% das mulheres que utilizam transportes públicos já sofrem algum tipo de assédio. Assim, é notável que a banalização do assédio sexual contribui com a persistência de crimes sexuais.

Em segundo lugar, presencia-se, de modo crescente, o número de mortes por feminicídio, estando diretamente ligada às atitudes de criminosos sexuais. Segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), entre os anos de 2009 e 2011, 17 mil mortes por feminicídio foram confirmadas. Logo, há de se considerar que, se medidas de prevenção e repreensão não forem tomadas esses números crescerão.

Portanto, medidas são necessárias para amenizar o quadro atual. Para o combate da persistência de casos de assédio sexual, é necessário que o Ministério da Educação (MEC), crie, por meio de verbas governamentais, campanhas publicitárias nos meios midiáticos e palestras nas escolas que advirtam os discentes sobre como reconhecer o assédio sexual e como denuncia-lo. Além disso, projetos de lei que coíbam o assédio sexual e crimes sexuais deverão ser entregues à Câmera dos Deputados.