Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 01/06/2020

Desde os primórdios da nossa sociedade a mulher é vista como sendo sempre alguém que está ao lado do homem para servi-lo e para satisfazer suas vontades, dessa forma a visão que muitos possuem é de que a mulher é um objeto que pode ser usado, muitas vezes sem seu próprio consentimento, o que está diretamente ligado aos diversos estigmas enraizados na sociedade e, principalmente, ao machismo que cresce vertiginosamente em todos os lugares sem que muitas vezes sejam tomadas medidas para coibi-lo.

O assédio sexual contra mulheres não possui idade, muito menos classe social. Meninas são, por muitas vezes, violadas com olhares muito antes de saberem o que é de fato um assédio. Mulheres, já possuindo suas famílias e empregos, são vítimas de assédio em seu ambiente de trabalho, nas ruas ou em qualquer outro lugar que possam vir a frequentar porque homens se sentem no direito de violar a vida, a intimidade e os corpos de mulheres que muitas vezes nem conhecem ou ouviram falar, somente pelo simples fato de se sentirem no direito de cometer tal atrocidade.

Muitos desses fatos se tornam possíveis em razão da sociedade em que vivemos ter um machismo severamente enraizado em seu interior, da falta de investimento por parte das autoridades responsáveis pela proteção de todos em políticas públicas que busquem retirar este mal do convívio de todos, pois sim, se fazem necessárias medidas para mostrar para as mulheres que em caso de assédio elas são vítimas, nunca as culpadas. É importante mostrar para a sociedade como um todo que as roupas, o lugar onde a mulher se encontra, o que ela estava fazendo ou qualquer outra coisa que sociedades machistas usam para tentar justificar casos de assédio não são e nunca serão justificativas.

Dado o exposto faz-se necessário que políticas públicas de conscientização e leis para a punição de quem comete o assédio precisam ser amplamente discutidas e implantadas pelos órgão responsáveis por nossa segurança, além, é claro, da necessidade de debates dentro da sociedade sobre a importância da conscientização, a necessidade de ouvir e acolher sem julgamentos quem é vítima e a de desenraizar o machismo que tantas mulheres são vítimas diariamente.  A culpa do assédio sexual é de quem o comete, não de quem é acometido pelo mesmo, por isso a necessidade de mostrar para a vítima que ela é apenas uma vítima e não a razão do que lhe aconteceu.