Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 26/06/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, sem conflitos ou problemas. No entanto, hodiernamente, os desafios para reduzir os casos de assédio sexual obstam a realização dos planos de More, fruto tanto da ausência de punições, quanto da construção machista da sociedade. Sob esse viés, torna-se urgente a reversibilidade do cenário apresentado.
Em primeira análise, é fulcral pontuar que as dificuldades no combate ao assédio sexual derivam da baixa atuação das autoridades competentes. De acordo com pesquisas realizadas pelo G1, esse tipo de crime não é devidamente punido devido à falta de leis especializadas. Nesse contexto, mais de 55% das jovens brasileiras já sofreram assédio, segundo o jornal Datafolha. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura judiciária.
Ademais, é imperativo ressaltar a cultura machista como promotora do problema. Decerto, em razão dos costumes e modo de vida tradicionais do século XIX, muitos homens e mulheres banalizam os casos de assédio sexual, várias vezes culpando a vítima pelo ocorrido. Á vista disso, em dados divulgados pela Secretaria de Políticas para Mulheres, quase três mil casos de violência sexual foram registrados no disque denúncia em apenas seis meses. Assim, torna-se evidente a importância de uma reconstrução cultural nesse aspecto.
Dessarte, é imprescindível reverter o quadro deletério apresentado. Portanto, urge que as escolas, em parceria com os veículos midiáticos, realizem campanhas de conscientização sobre o assédio e o machismo, por meio de palestras, propagandas e cartilhas informativas, com o intuito de reduzir a ocorrência desse crime. Outrossim, cabe ao Poder Legislativo aprovar leis mais severas acerca dos casos de assédios sexuais, para garantir a punição desses atos. Isto posto, a problemática apresentada será gradativamente mitigada e a sociedade poderá alcançar a Utopia de More.