Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 29/06/2020

A campanha Chega de Fiu Fiu, criada no ano de 2013, pela jornalista Juliana de Faria, tem o objetivo de combater o assédio sexual em espaços públicos, através de um mapa colaborativo on-line que mostra os lugares que já ocorreram atos inconvenientes. Nesse sentido, iniciativas como essa é de total importância para combater toda humilhação, traumas e injustiças que o assédio sexual, presente no Brasil, carrega consigo.

Em uma primeira análise, é importante considerar, os motivos da persistência das perseguições. As quais, são caracterizadas pela cultura do estupro, que consistem em banalizar, legitimar e justificar o assédio contra as mulheres de forma rude. Como as cenas de novelas que mostram a violência sexual e romantiza o homem que a praticou, comerciais de cerveja que exibe as mulheres de forma objetificada, como também a argumentação de que o sexo feminino merece ser molestado pela sua forma de se vestir, corroboram para a manutenção desse cenário.

Outrossim, pode ser citado ainda, os principais lugares que ocorrem a obsessão contra as mulheres e suas faixas etárias. Os transportes públicos, como metrôs e ônibus, são os principais locais que ocorrem o assédio, e de maneira discreta, através de aproximações excessivas, ademais, ocorre ainda, nas ruas, bares e muitos outros lugares. Além disso, segundo dados estatísticos do Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas, no Brasil, por ano, são mais de 50 mil casos de estupros e mais de metade das vítimas ( 51%) são crianças menores de 13 anos.

Portanto, torna-se evidente que o assédio reflete traços negativos à sociedade. Logo, é necessário que as escolas, em parceria com o Ministério da Educação, promovam oficinas educacionais, que podem ser desenvolvidas nas semanas culturas dos colégios. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, com dramatizações e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras que orientem sobre as diferentes formas de assédio. A fim de elucidar e não banalizar a cultura do estupro no Brasil.