Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 07/07/2020
Na série americana “13 Reasons Why”, um dos fatores que lavam Hanna Baker ao suicídio é o estupro sofrido por Bryce, um colega da escola, que usa como justificativa o fato de Hanna estar bêbada, insinuando que fosse consensual, neste caso a vítima passa ser vista como culpada. Isso se assemelha a sociedade atual, visto que muitas mulheres sofrem assédio em diversos locais do cotidiano e não denunciam por medo de serem vistas como culpadas, dois fatores evidentes dessa situação são o número de mulheres assediadas em transportes públicos e a cultura do machismo. Em consequência disso deve-se discutir sobre o assédio sexual.
Num primeiro momento, pode-se ressaltar o número de mulheres que sofrem assédio em transportes públicos, no Brasil a uma grande impunidade contra casos de assédio, por esse motivo o número vem aumentando, segunda uma pesquisa do G1 realizada em 2019, 97% das mulheres dizem já terem recebidos cantadas indesejadas ou comentários de cunho sexual em diversos locais, o mais frequente deles o transporte público. É cada vez maior o número de mulheres que utilizam esses transportes seja para estudar, trabalhar, levar o filho à escola entre outras atividades, ainda assim, elas não se sentem seguras, visto que, segundo o “Botão Nina” — ferramenta do aplicativo “Meu Ônibus” para registrar denúncias de assédio — apenas 10% das denúncias foram formalizadas e repassadas às autoridades para punirem o autor.
Posteriormente, destaca-se também a cultura do machismo como impulsionador do problema, observa-se que as vítimas de assédio são em grande maioria, mulheres e levam a culpa da violência sofrida, muitas vezes pela forma de se vestir ou por andar em espaço público sozinhas. A sociedade patriarcal também influência no assédio, com ela o homem se acha no direito de persuadir uma mulher pelo simples fato de se achar superior, isso ocorre em vários lugares do cotidiano de uma mulher, um exemplo disso é o caso do médico Roger Abdelmassih que se aproveitava do sonho de suas pacientes de serem mães para violentar elas sexualmente quanto estavam sob o efeito de sedativos.
Portanto, é preciso buscar medidas para acabar com o assédio. Desse modo, é função do Estado criar leis mais rigorosas para punir quem praticar esse ato, a mídia deve promover campanhas que incentivem as mulheres a denunciarem além de dar apoio para que elas não sejam vistas como culpadas, cabem também as instituições de ensino promover a educação sobre igualdade de gênero para que seja erradicada a cultura do machismo, aplicativos como “Botão Nina” e “SOS Mulher” devem ser aprimorados facilitando ainda mais a denúncia além de dar o suporte necessário para que a mulher se sinta segura e o autor seja devidamente punido.