Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 05/07/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade nupérrima é o oposto do que autor prega , uma vez que abordar os entraves que dificultam a atenuação dos casos de assédio sexual apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do estereótipo quanto da abstração midiática. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos a fim do pleno funcionamento da comunidade.
Em primeiro lugar, é fulcral pontuar que a ineficácia em amenizar os episódios de violação lasciva deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população , entretanto, isso não ocorra no Brasil. Por causa da falta de atuação das autoridades , no que permite a prevalência de rótulos que pré-determinam o social, logo, tal ideologia inferioriza e menospreza a liberdade carnal do feminino. Por conseguinte, esse momento é nítido no poema “Vozes d’áfrica”, as negras escravas eram obrigadas a satisfazer os desejo libidinosos de seus senhores. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Em segundo lugar, é imperativo ressaltar a alienação por meio da mídia como promotora do óbice. De acordo com a literatura barroca,desde do século Xll , a mulher era vista como símbolo da carne . Essa crença é patente na obra “À mesma Dona Ângela " ,de Gregório de Matos . " Sois anjo que me tenta e não me guarda , se a beleza hei de ver para matar com o pecado antes olhos cegueis”. Ademais, os meios de divulgação de informação e comunicação não só enaltecem o corpo do feminil , como também, expõem programas de entreterimento que abusam sexualmente da minoria, homossexuais,negros,indígenas e transexuais. Tudo isso retarda a resolução do entrave , já que o alienamento realizado pelos meios de comunicação impossibilita a retificação desse quadro deletério. Dessarte, a fim de erradicar a problemática , é preciso que o MEC ( Ministério Da Educação e da Cultura ) entre em parceria com as escolas públicas, privadas e técnico-profissionalizantes com o intuito de realizar palestras. Bem como, essas devem ser sobre : “A necessidade de quebrar a ideia de que o organismo vivente dos grupos inferiores é um instrumento de satisfação do indivíduo que determina a andocracia, o homem hétero tem poder sobre as pessoas desamparadas pelo governo”. Adicionalmente, não é só obrigação da direção dessas instituições de ensino distribuir folhetos acerca do assunto nos corredores como também postar nas redes sociais , Facebook e Twitter, tais apresentações realizadas por psicólogos e sexólogos.