Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 15/07/2020

Na canção “Mulheres de Atenas”, o cantor Chico Buarque traz uma crítica velada ao descrever como as mulheres atenienses eram vista e tratadas. Apresentadas como seres “sem vontades”, elas eram subjugadas pelo pai, até esse escolher com quem elas deveriam se casar, para então se subjugarem a seus maridos. Paralelamente, o que se presencia na sociedade contemporânea é semelhante a vida daquelas mulheres de Atenas, uma vez que, ainda hoje cenas de assédio são vistas.

Em primeiro lugar, vale reforçar que o assédio sexual é uma mazela antiga, perpetuada por parte da população machista e patriarcal. Consoante a isso, é o caso do produtor de cinema Harvey Weintein, acusado de assédio por diversas atrizes de Hollywood, uma grande parcela dos casos já passam de uma década, porém só no final de 2017 vieram à tona. O principal fator que acarreta no silêncio das vítimas é o medo de denunciar, pois, tais casos são muitas vezes ignorados pela sociedade.

Ademais, uma pesquisa realizada pela campanha “Chega de Fiu Fiu” - criada pelas jornalistas Juliana de Faria e Karin Hueck - apontou que 85% das entrevistadas já tiveram seus corpos tocados em público sem consentimento. Os dados se mostram alarmantes, afinal, não só afirmam o desrespeito e a negligência do corpo social para com as mulheres mas também a recorrência. Frutos de uma cultura cruel e enraizada que tira o direito e a liberdade das mulheres.

Averigua-se, desse modo, que medidas efetivas precisam ser tomadas para combater a questão . A mídia como elemento persuasivo deverá criar campanhas como propagadas e entrevistas que proporcionem lugar de fala e visibilidade à mulheres que queiram denunciar ou debater sobre a inércia. O Governo Federal na figura de Ministério da Educação, deverá organizar palestras em escolas com discussões engajadas detalhando a realidade vivida por mulheres de todo o mundo. Tais medidas visam minimizar a opressão e construir uma sociedade mais harmônica.