Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 24/07/2020
Apesar de muitos acreditarem que o assédio sexual não é grave, nota-se que o numero de abusos é muito alto. De acordo com o G1 Globlo News, 97% das mulheres dizem que já sofreram assédio no Brasil. É evidente que a falta de punições mais graves e a visão materialista e patriarcal do machista são alguns fatores que fazem as pessoas cometerem tais atos.
Além do mais, o assédio sexual passa a ser previsto no artigo 216 A do Código Penal, onde sua detenção é de 1 (um) a 2 (dois) anos. Isso faz com que os assediadores não temem a prisão e nem respeitem a sociedade, pois essa pena é muito baixa. De acordo a legislação penal brasileira, um condenado por qualquer tipo de crime tem direito à progressão de regimes, podendo fazer a transição de Regime Fechado para o Semiaberto, ou seja, o assediador ainda pode responder em regime semiaberto, podendo cometer o abuso em outras pessoas em vários locais da cidade enquanto esta respondendo judicialmente.
Ainda convém lembrar da visão materialista e patriarcal. Percebe-se que alguns homens ainda tem esse olhar sobre as mulheres, pensam que são apenas um objeto no qual podem fazer o que quiser e quando quiser com elas, entretanto, não é assim que as coisas funcionam hodiernamente. As mulheres devem ser respeitadas e fazer o que quiserem, não tendo que dar satisfações a ninguém.
Dessa forma, para reduzir os casos de assédio sexual no Brasil, cabe ao Ministério da Educação junto com o Ministério da Segurança, realizarem palestras e eventos com participação de profissionais da área da segurança pública e da educação afim de instruir as pessoas de seus direitos e os meios de denúncias que existem. Como muitas pessoas não têm acesso à internet, haverá profissionais distribuindo panfletos e informando sobre as palestras que irão ser realizadas para que todos tenham acesso e assim tornar um local melhor. Vale lembrar que todas as atividades mencionadas serão realizadas por verbas disponibilizadas pelo governo