Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 31/07/2020

Na canção “Mulheres de Atenas”, o cantor Chico Buarque traz uma crítica velada ao descrever como as mulheres atenienses eram vistas e tratadas. Apresentadas como seres “sem vontades”, elas eram subjugadas por uma sociedade machista e patriarcal. Paralelamente, o que se presencia na sociedade contemporânea é semelhante, uma vez que, a cultura do assédio segue enraizada devido a falta de conscientização e a sustentação de valores ultrapassados.

Em primeiro lugar, vale reforçar que o assédio sexual é uma mazela antiga, perpetuada por parte dos indivíduos. Consoante a isso, é o caso do produtor de cinema Harvey Weintein, acusado de assédio por diversas atrizes de Hollywood. Uma grande parcela desses casos já passa de uma década, porém só no final de 2017 vieram à tona. O principal fator que acarreta no silêncio das vítimas é o medo de denunciar, pois tais casos são muitas vezes ignorados pela população.

Ademais, uma pesquisa realizada pela campanha “Chega de Fiu Fiu” - criada pelas jornalistas Juliana de Faria e Karin Hueck - apontou que 85% das entrevistadas já tiveram seus corpos tocados em público sem consentimento. Os dados se mostram alarmantes, afinal, não só afirmam o desrespeito e a negligência do corpo social para com as mulheres, mas também a recorrência. Frutos de uma cultura cruel e fixada que tira os direitos e liberdade das mulheres.

Averigua-se, desse modo, que medidas afetivas precisam ser tomadas para combater a questão. A mídia, como elemento persuasivo deverá  criar campanhas como propogandas e entrevistas que proporcionem lugar de fala e visibilidade as mulheres que queiram denunciar ou debater a inércia. O Governo Federal, na figura de Ministério da Educação deverá organizar palestras em escolas com discussões engajadas, detalhando a realidade vivida por mulheres  de todo o mundo. Tais medidas tencionam minimizar a opressão e construir uma sociedade mais harmônica.