Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 24/08/2020
O filme “O quarto de Jack” retrata a trajetória de uma mulher que é sequestrada ainda adolescente e acaba tendo que criar seu filho, fruto do relacionamento de abuso com o seu sequestrador. É inegável que, esse longa-metragem se aproxima da realidade das mulheres Brasileiras, frequentemente, se lê notícias que uma mulher foi assediada e estuprada nas ruas, no trabalho, no transporte público ou até mesmo dentro de casa, os assédios geralmente ocorrem por familiares. A sociedade até então, tem uma cultura machista, na qual a mulher é vista como autoridade do homem, sendo assim, contribuindo para os numerosos casos de assédio.
Primeiramente, segundo dados levantados pela ONDH (Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos), órgão responsável por receber e analisar violações de direitos humanos de todo o Brasil, identificou que a violência sexual acontece, em 73% dos casos, na casa da própria vítima ou do suspeito, todavia é cometida por pai ou padrasto em 40% das denúncias, além disso diversas vítimas que sofrem o assédio não se sentem encorajadas de efetuar a denúncia, pelo fato de que são pessoas próximas ou por medo do assediador voltar a violentá-las novamente.
Outrossim, é válido ressaltar que, desde os primórdios o homem sempre foi visto como proprietário da mulher, e a mulher vista como submissa do homem, porém, a Constituição de 1988 presume, em seu artigo 5°, a igualdade entre homens e mulheres, mas observa-se um retrocesso neste artigo, a cultura machista ainda está presente na sociedade atual, onde mulheres são notadas como objetos.
Fica evidente, portanto, que medidas devem ser aplicadas para conseguir a diminuição dos casos de assédio. Nesse contexto, cabe ao Ministério da Mulher, Família e dos Direitos Humanos, junto com o Ministério da Educação, em um amplo debate com sociedade civil, criar projetos que possibilitem a implantação de aulas com formação Ética, Sexualidade e Respeito, a partir da educação infantil e também a realização de campanhas em espaços públicos que envolva escola e sociedade. Isso tudo na intenção de conscientizar que atos inconvenientes acarretam impactos na sociedade e nas vítimas que sofrem algum tipo de assédio sexual.