Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 01/09/2020
Em dos episódios da série “13 reasons why”, Hanah Baker, personagem principal da série, teve suas partes íntimas tocadas por um garoto sem permissão. Fora da ficção, tais atos de assédio mostram-se comuns, sendo um grave problema a ser enfrentado. Assim, devido à desigualdade de gênero e à falta de alternativas, essa problemática persiste.
Nessa conjuntura, a falta de igualdade de gênero é presente. Nesse viés, segundo a Constituição Federal de 1988, todos são iguais perante à lei. Entretanto, tal direito não se faz presente na prática, pois apesar da mulher ter conquistado muito espaço atualmente, ainda é pouco presente em diversas áreas. Sob esse prisma, isso, muitas vezes, faz o homem se sentir superior, e, por causa disso, pensa que pode fazer da mulher um objeto, tocando-a sem permissão. Logo, tal situação é problemática, pois pode causar um medo constante nas mulheres.
Ademais, há uma falta de atenção à casos desse tipo. Nesse âmbito, segundo uma pesquisa feita pela campanha “Chega de fiu-fiu”, 85% das mulheres já tiveram seu corpo tocado sem permissão. Diante disso, esse dado alarmante requer muita atenção, haja vista que as mulheres ficam sem opções, pois, em alguns casos, o agressor faz ameaças de cunho físico e moral, fazendo com que a mulher não denuncie por causa do medo. Então, essa situação faz com que esse parte da população fique “enjaulada”, pois acaba ficando sem opções, o que pode causar depressão e suicídio.
Portanto, para atenuar tal entrave, cabe ao governo federal, órgão mais alto da hierarquia social, promover a criação de pontos de proteção à mulher espalhados em todas as cidades do Brasil, onde essas poderão fazer denúncias, ficarem protegidas dos agressores e buscarem ajuda psicológica. Isso por meio de subsídios estatais, a fim das mulheres terem um local seguro e de fácil acesso para lidar com casos de assédio. Além disso, o Estado, por meio de suas verbas, deve promover a difusão de informações sobre desigualdade de gênero. Desse modo, os casos de assédio ficarão cada vez mais fáceis de se contornar e cada vez menos comuns.