Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 06/10/2020

Thomas Hobbes, filósofo inglês, afirmava que o homem é o lobo do homem. Dessa forma, ao se analisar esse emblemático pensamento, nota-se veracidade, haja vista que encontram-se desafios para reduzir os casos de assédio sexual no hodierno cenário brasileiro. Logo, destaca-se que o ser humano é o maior inimigo da sua própria espécie, de modo a se tornar imprescindível avaliar aspectos sociais e governamentais que colaboram com o viés.

Em primeiro lugar, é necessário destacar que aspectos sociais, como a enraização do assédio sexual, são grandes desafios para diminuir a problemática. De acordo com Hannah Arendt, uma ação agressiva repetida inúmeras vezes torna-se normal. Nesse âmbito, evidencia-se que o assédio é algo fixado na população e que vem sendo normalizado pelos cidadãos, visto que por ser sempre praticado acabou se tornando comum. Assim, destaca-se que uma grande dificuldade para diminuir os casos de assédio é a enraização desse problema, o que, consequentemente, fez se tornar comum essa grande falta de respeito com o indivíduo. Dessa maneira, é de suma importância que ações jurídicas sejam tomadas para mudar tal realidade.

Ademais, também se faz importante salientar que aspectos governamentais, como a falta de punições adequadas para os assediadores, corroboram com a dificuldade de diminuir os casos de impertinência. Segundo a Constituição Federal Brasileira de 1988, é dever do Estado garantir o bem-estar social. Todavia, é notório que tal proposta é falha na prática, uma vez que os casos de assédio sexual estão cada vez maiores e os governantes negligenciam a necessidade de uma pena mais rígida para os que constrangem os cidadãos através do assédio.  Nesse sentido, fica nítido que um grande desafio para diminuir os casos de impertinência é a incúria governamental.

Portanto, ao se observar os desafios para diminuir os casos de assédio sexual no Brasil, torna-se imprescindível subterfúgio para resolver tal problemática. Posto isso, é fundamental uma ação do Ministério de Segurança Pública que deve, por meio de votação com os parlamentares e sanção do gestor público, aprimorar a lei já existente contra o assédio sexual, que deverá conter punições mais rígidas para aqueles que á infringirem e divulgarem a alteração da lei pela mídia para que os cidadãos tenham noção e denunciem. Diante disso, espera-se uma diminuição nos casos de assédio sexual e que a população tenha uma melhor qualidade de vida, de modo a cumprir a proposta destacada pela Constituição.