Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 02/11/2020
Na série “Outlander”, uma enfermeira é misteriosamente transportada do ano 1943 para 1743 e além dos problemas enfrentados por causa da viagem no tempo, a personagem precisa constantemente se livrar de situações de assédio sexual e tentativas de estupro. Nesse sentido, fora da ficção, embora tenha uma diferença de quase 300 anos com o tempo em que a série se passa, atualmente as mulheres também sofrem diariamente com a persistência do assédio sexual. Isso ocorre devido à forte cultura machista e à ineficiência das leis que protegem as cidadãs.
Diante disso, vale ressaltar inicialmente, que o machismo contribui diretamente para a ocorrência dos casos de assédio. Sobre isso, a sociedade com resquícios de pensamentos machistas construiu uma imagem da mulher com a função de, independente da sua vontade, satisfazer os homens. Além disso, o pensamento também acarreta na culpabilização da vítima nos casos de violência. Consequentemente, a sociedade tira a reponsabilidade do agressor e a coloca na pessoa agredida, prova disso é que em uma pesquisa feita pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, 58,8% dos entrevistados concordam que estupros ocorrem pelas mulheres não saberem se comportar.
Além disso, a impunidade em casos de crime contra o gênero é mais um contribuinte para o entrave. Nesse contexto, diariamente mulheres passam por situações de assédio em transportes públicos e nada é feito para acabar de vez com o problema. Prova disso, em 2018, um homem foi preso por molestar adolescentes no metrô de São Paulo, mas em seguida foi solto por considerarem que o ato não foi de violência ou um crime grave, de acordo com reportagem do G1. Tal cenário denota, portanto, que a impunidade encoraja esse tipo de atitude, evidenciando a urgência de que esse problema seja resolvido.
Dessa forma, é preciso tomar medidas que solucionem os desafios para a redução dos casos de assédio. Portento, o Ministério da Educação e Cultura, por meio da inclusão de discursões sobre os direitos femininos e o combate ao machismo, deve promover a conscientização das crianças e jovens, com o intuito de romper com a prevalência da cultura machista. Ainda cabe ao Ministério da Justiça garantir a ação dos órgãos públicos de justiça em casos de violência contra mulheres, por meio da criação de políticas públicas, a fim de garantir que os criminosos sejam devidamente punidos. Assim, espera-se garantir ao sexo feminino o direito de ir e vir sem o temor de ser violentada.