Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 05/11/2020
O assédio sexual ainda é visto, majoritariamente por homens, como um problema consequente do comportamento de quem o sofre. A normalização da maléfica ideia da objetificação feminina continua trazendo dificuldades e atrasos para a solução de tal violação. Mas, será que o governo faz o suficiente para apoiar quem luta com esse problema?
A violação corporal em ambientes públicos se tornou algo comum, uma mão que encosta em seu corpo dentro de um metrô cheio, uma atitude de extrema aética e, mais gravemente, o estupro. Roupa, local, situação, tudo se é usado como desculpa para poder culpar a vítima. A conscientização quanto a procurar ajuda é muito presente hoje, porém, depois da denúncia, não há certeza de que a justiça será feita e isso já é de conhecimento comum. A herança de uma sociedade machista é vista com clareza quando se trata de assuntos como o assédio a mulheres, ao ponto de atingir a própria segurança de quem tenta denunciar.
O Estado Brasileiro tem muita tolerância com aqueles que comentem esses atos e é por tal motivo que a normalização dessa situação é crescente. Em consequência disto, muitos fecham os olhos para tal dilema, se tornando assim, um problema ainda maior porque o governo assim entende que não há motivos para maior preocupação em penalizar assediadores.
Dado o exposto supracitado, entende-se que os vestígios da cultura machista continua sendo muito presente em quesitos de direitos para mulheres, incluindo o citado. Portanto, conclui-se que para melhorar tão situação no ambiente nacional, é necessário uma maior força e apoio do Estado para quem cometa tais atos ilícitos, se tornando assim, um problema de justiça e não um problema ligado a escolha de vida e livre arbítrio feminino.