Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 05/11/2020
A Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU) – assegura a todos os indivíduos o direto à igualdade e ao bem-estar social. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto dessa narrativa, visto que os índices de assedio sexual contra a mulher cresce exponencialmente no país. Esse cenário é fruto tanto da negligência do Estado quanto do patriarcado.
Primeiramente, evidencia-se, por parte o Estado, a ausência de políticas efetivas para coibir os casos de mulheres assediadas sexualmente no Brasil. Segundo o sociólogo Émille Durkheim, o Poder Público é responsável por gerenciar as questões que envolvam a sociedade, por conseguinte, todavia, não é esse o panorama vivenciado. Além disso, acompanhamos diariamente nas mídias relatos de vítimas de assédios,assim sendo, o gênero feminino se sente desprotegida publicamente. Prova disso estão nos dados divulgados pelo site “Vix”, os quais revelam 85% das brasileiras já tiveram seu corpo tocado em público por meliantes.
Em segunda instância, é imperativo ressaltar resquícios da ideologia patriarcal como promotora do problema. Partindo desse pressuposto, as propagandas na televisão objetificam o corpo feminino, de tal forma que essas ações intensificam os casos de machismo. Ademais, essa objetificação feminina amplia os casos de assédio sexual na Nação, de modo que, em muitos casos, os homens não são condenados pelos crimes cometidos.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para conter essa problemática.Logo, necessita-se que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério das Telecomunicações, seja revertido em campanhas de conscientização, por meio de comerciais e propagandas com um menor apelo sexual sobre o corpo feminino, com isso, melhorando a qualidade de vida das mulheres publicamente. Dessa forma, espera-se amenizar os desafios dos casos de assédio sexual.