Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 06/11/2020

A declaração universal dos direitos humanos, de 1948, defende a manutenção do respeito entre os povos de uma mesma nação. No entanto, no cenário atual brasileiro, podemos observar que tal respeito muitas vezes se torna seletivo no que se refere as mulheres, uma vez que, é comum presenciar cenas de assédio sexual no dia a dia de muitas mulheres brasileira. Dessa forma, em razão de problemáticas na configuração da sociedade , vivemos um grave problema, que precisa ser revertido.

Em primeiro plano, é de suma importância salientar, que de acordo com pesquisas, 85% das mulheres já tiveram o seu corpo tocado sem permissão. Dessa forma, um dos fortes agravadores dessa problemática é a presença de uma sociedade machista em que, muitas vezes o assédio é explicado e julgado como “aceitável’, pelas roupas utilizadas ou até mesmo fotos postadas pela vítima. No entanto, é inaceitável que em pleno século XXI, problemáticas assim, ainda tenham justificativas incabíveis. Em virtude de uma sociedade democrática e livre, independentemente de qualquer circunstância, o corpo de uma mulher não é palco para assédio e o respeito por ele é um direito.

Ademais, o atual caso de Mariana Ferrer, uma jovem que que alega ser estuprada e dopada em uma festa, teve seu caso julgado como “estupro culposo”. Tal acontecimento evidencia a insuficiência legislativa ecoante em nosso país. Fator que acaba intensificando cada vez mais o receio a denúncia, visto que, assim como o caso citado, a luta por justiça, muitas vezes se transforma em mais constrangimento para a vítima. De tal forma, sob o viés do grande filosofo, Aristóteles, que cita que a política tem como função preservar o afeto entre o povo de uma sociedade, é nítido a necessidade de modificações na justiça brasileira, visando garantir o respeito a todos, e incriminar devidamente ações desrespeitosas.

Em virtude dos fatos mencionados, percebe-se que o assedio sexual, é um grande problema na sociedade e precisa ser contido. Portanto, cabe ao governo, juntamente ao MEC (Ministério da Educação), que promova campanhas, através de palestras nas escolas brasileiras, contra o assedio sexual. Afim de que, crianças sejam orientadas desde pequenas das consequências que tal ação pode gerar. Além disso, tais palestras, devem ser abertas para os pais e responsáveis, para que os mesmos possam auxiliar na educação social de seus filhos. Desse modo, poderá se consolidar um povo mais digno, em que o respeito seja princípio, e uma sociedade que faz jus aos direitos humanos.