Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 06/11/2020

Desde os períodos remotos a cultura do patriarcado existe, sistema social em que o homem mantém o poder primário e a autoridade sobre as mulheres e as crianças. Infelizmente, diante disso, houve a objetificação da figura feminina, com uma visão de inferioridade e submissão. Assim sendo, com os constantes casos de assédio, a problemática persiste. À vista disso, cabe discutir formas para reduzir as ocorrências e penalizar vigorosamente aquele que à cometem.

Nesse contexto, é notável ressaltar que o assédio sexual é qualquer situação em que a mulher não compactua, desde um assovio na rua a um ato de violação. Entretanto, em muitos casos a perseguição é neutralizada, por exemplo, ao culpar a figura feminina por suas vestimentas ou estar alcoolizada. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, as ocorrências de abuso atormentam a maioria das mulheres e 49% já sofreram desse mal, na rua ou em transportes públicos principalmente, de acordo com pesquisas realizadas pelo Datafolha. Indiscutivelmente, a segurança e o bem-estar da mulher estão em risco. Por conseguinte, medidas de proteção devem ser tomadas através das leis e respeito de um os demais.

Todavia, além do medo de denunciar é comum o agressor sair impune. À frente de um ato de abuso muitas mulheres não sentem-se seguras e não delatam, dessa maneira, os casos continuam e aumentam. A título de exemplo, tem-se o caso da jovem Mariana Ferrer, a qual foi estuprada por um milionário. Termo esse que é importante ressaltar, uma vez que, o indivíduo foi absolvido em razão de suas posses. Dessarte, é necessário assegurar a punição severa de todos criminosos, para assim, trazer confiança às mulheres para denunciar e diminuir o número de casos.

Portanto, é preciso intervir e diminuir o número de casos rapidamente. Logo, cabe ao Ministério da Justiça, em conjunto com as delegacias, agir de maneira à assegurar comprimento da lei e punir severamente todos que proferirem ataques verbais ou físicos para mulheres. Ademais, deve-se criar campanhas, dentro das escolas e nas redes sociais, a fim de ensiná-las que qualquer prática sem consentimento é assédio sexual e deve ser denunciado. Dos quais efeitos serão não apenas a redução, mas também, mais segurança e bem-estar para moças. Afinal, é direito de todos viver em seguridade e ser tratado de forma igualitária independente do gênero.