Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 24/11/2020

A série brasileira ‘‘Assédio’’, produzida pela Rede Globo, narra os casos das pacientes vítimas de abusos sexuais cometidos pelo médico Roger Abdelmassih. Assim, a produção narra a busca por justiça após uma jornalista dar voz as vítimas. Neste contexto, a ficção se assemelha a realidade, uma vez que o Brasil enfrenta obstáculos na redução de assédio sexual não só pela dificuldade em reconhecer a agressão, mas também pela relação de poder afetando principalmente as mulheres.

Entre os fatores desse problema, observa-se que a mulher leva um tempo até perceber a agressão e fazer a denuncia. Como por exemplo, abordado na série ‘‘Assédio’’ na qual as pacientes se questionam sobre a ocorrência da agressão sexual passando pela culpa até a coragem para denunciar. Isso ocorre porque o assédio sexual acontece geralmente de forma implícita através de piadas e cantadas com tom sexual, toques ou apertos sem permissão, porém quando não há reciprocidade é caracterizado assédio. Logo, essa agressão subtendida infelizmente tem por consequência impactos na saúde mental da mulher evidenciando a importância de uma rede de apoio a vítima.

Ademais, relação hierárquica entre homens e mulheres está relacionada aos casos. De acordo a pesquisa realizada em 2017, pelo Datafolha, 42% das mulheres relataram ter sofrido assédio sendo 15% em local de trabalho. Enfim, é evidente o fato de homem quando em uma posição melhor que a da mulher sente-se confortável para importuná-la afinal a vítima acredita que ao fazer a acusação será demitida.

Portanto, para reduzir os casos de assédio sexual o Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos(MMFDH) em parceria com os RHs das empresas, devem, por meio campanhas educativas realizar anúncios que facilitem as mulheres de identificar e agir em situações de assédio nos mais diversos ambientes, com a finalidade de facilitar a identificação da agressão e assim sua punição.