Desafios para reduzir os casos de assédio sexual

Enviada em 12/11/2020

Promulgada pela organização das nações unidas em 1948, a declaração universal dos direitos humanos, visa garantir a base de respeito e dignidade humana. No entanto o assédio sexual contra mulheres, impede que uma parcela da população usufrua deste direito universal na prática. Nessa perspectiva, esse desafio deve ser superado imediatamente para que uma sociedade integrada seja alcançada.

Em primeiro lugar, o machismo infelizmente está presente na população e este fato é um grande agente que auxilia para o assédio, principalmente em lugares públicos, onde há mais fluxos de pessoas. De acordo com uma pesquisa feita pelo movimento “chega de fiu fiu’’ oitenta e cinco porcento das mulheres já sofreram assédio sexual em locais públicos. Esses assediadores colocam a culpa na mulher pelo fato da roupa que ela está usando ou até mesmo pela cor do batom.

Sob o mesmo vista, muitas mulheres não denunciam esses assédios pelo fato de se sentirem culpadas e a sociedade passar a mão na cabeça do assediador e quando uma mulher denúncia essa violência, ela não é devidamente aparada e muitas vezes desistem de denunciar, pois, em certas ocasiões a justiça não é justa. Como no caso da jovem Mariana Ferre, uma ’’ digital influencer’’ que foi estuprada em uma festa no ano de 2018 e o tribunal composto somente por homens inocentou o estuprador. Infelizmente está é a realidade de várias mulheres que sofrem com isso todos os dias

Dessa forma é inadmissível que tais fatores continuem contribuindo para a formação de um problema social com dimensões cada vez maiores, é necessário, portanto que o Ministério da Justiça e cidadania crie leis mais severas contra o assédio, para que os assediadores sofram as consequências de seus atos e que as organizações filantrópicas em parceria com as mídias criem propagandas para incentivar a denúncia contras assédios e que as mesmas promovam de forma gratuita acompanhamento psicológicos para mulheres que foram assediadas.