Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 12/01/2021
Recentemente, Dani Calabresa foi a público alegando ter sido vítima de abuso e assédio por Marcius Melhem. Mariana Ferrer acusou em 2018 um empresário conhecido por André Aranha de tê-la drogado e abusado sexualmente. Joana Maranhão alegou ter sofrido assédio sexual de seu próprio técnico quando ainda era uma criança. O assédio sexual não se trata de pessoas conhecidas ou não conhecidas pela mídia, e sim por se tratarem de mulheres, que têm seus corpos violados, seja fisicamente ou psicologicamente. Logo, a importância de se criarem medidas para reduzir os desafios de assédio sexual no Brasil.
Paralelo a isso, o IBGE (Instituto de Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgou que 97% das mulheres já sofreram assédio em meios de transportes coletivos. Isso revela como as políticas públicas se tornam irrevelantes, já que nem com esses dados tomam-se iniciativas para proteção das mulheres no país. Em uma sociedade machista, sempre busca-se motivações que expliquem os atos ilícitos cometidos para com as mulheres, seja a roupa da vítima, sua ingestão de bebida alcóolica, ou qualquer outra motivação que não entregue responsabilidade inteirina ao agressor. A ONU (Organização das Nações Unidas) publicou em um artigo de 2016 que um em cada três brasileiros culpam a vítima em casos de assédio e estupro, isso entrega a falta de sensibilidade com as próprias vítimas, que acabam não denunciando por vergonha e medo do julgamento que enfrentarão.
Ademais, sabe-se que o assédio sexual não se trata de agressores que escolhem suas vítimas aleatoriamente,(ainda que isso possa existir), mas, segundo o Ministério da Mulher, 46% das mulheres que são violentadas dizem que foi por algum familiar da mesma. Isso é muito bem representado na série televsiva “Bom dia, Verônica”, onde Janette (uma das personagens) sofre abusos de seu próprio companheiro e não pode denuncia-lo por meio de consequências maiores. Em vista disso, torna-se indiscutível que as mulheres não tem o amparo da lei para sua proteção, e assim, acabam tendo que enfrentar essa guerra sozinhas e sem a quem recorrer, já que além do abuso físico, são violentadas psicologicamente também.
Em virtude dos fatos mencionados, infere-se a necessidade do Ministério da Mulher, em conjunto com as Delegacias da Mulher criem projetos de lei que realmente cumpram a função de proteção à vítima, e que punam os agressores, por meio de estabelecimentos que acolham mulheres que sofrem violências em suas próprias casas e amparo psicológico a todas. Desse modo, possivelmente o número de casos diminuiria, com a finalidade de complascência com todas as mulheres que já tiveram de lidar bravamente com todo o terror que enfrentara. Assim, o país seria de maior segurança e acolhimento.