Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 02/05/2021
No filme Doce Vingança, dirigido por Steven Monroe, é retradado um caso de estupro sofrido por Sarah Butler. Ao longo da trama, a narrativa revela a astúcia de quatro homens que assediam e estupram Sarah, antes de a matarem ela conseguiu fugir e depois de tempos voltou para vingar-se de cada um. Fora da ficção, fica claro que a realidade apresentada no filme pode ser relacionada àquela do século XXI pela falta de aplicação mais branda da lei aos assediadores, e por conta da base educacional lacunar, que contribui para a permanência da problemática na sociedade.
Em primeiro lugar, é importante destacar que a falta de um maior rigor na penalização a quem pratica o assédio colabora para a permanência do crime na população. Conforme o artigo 216 do Código Penal Brasileirom a pena para criminosos desse ato é de um a dois anos, o que pode-se concluir que a cultura do assédio não findará, pois não há punição severa, apenas deixando eternamente gravadas na mente das vítimas as violências sofridas. Assim, para frear essa cultura é necessária a urgência intervencionista governamental.
Além disso, a negligência em introduzir a temática sexual no ensino fundamental das crianças e adolescentes, soma para a incompreensão principalmente do respeito ao próximo. Segundo o filósofo Schopenhauer, os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica que, se as pessoas desde a infância não têm acesso à informação séria sobre o assédio sexual, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Dessa forma, é indispensável que o Ministério da Educação não intervenha na situação e preencha essa lacuna educacional.
Portanto, é preciso que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Urge que, o Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, implante na grade do ensino fundamental das escolas públicas e privadas de todo o país, a partir do 1° ano, a disciplina de Educação Sexual para crianças e adolescentes, ministrada por pedagogos e sociólogos especializados na área, abordando temas explicativos de cunho sexual, como o assédio, seus deveres como cidadão, prevenção e como se portar diante um caso, tudo isso adequado a linguagem infantil e infanto juvenil. Com isso, preencherá o déficit educacional, prevenirá que esse crime permaneça e que surja mais assediadores nas futuras gerações.