Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 04/06/2021
A cultura do assédio
O assédio sexual pode ter várias formas, pode ser a coerção física ou verbal direcionada a outra pessoa com uma conotação, é claro, sexual. É considerado um tipo de violência, por caracterizar um comportamento que força e viola a vontade, a escolha e o espaço do outro. Até mesmo o elogio de um estranho na rua e o assobio quando uma mulher passa é considerado uma forma dessa violência. Esses casos acontecem em qualquer lugar. Infelizmente, espaços públicos e privados têm sido cenários de situações como essa, sendo casos explícitos ou velados.
No Brasil, esses tipos de acontencimentos vem ocorrendo durante anos. Uma pesquisa global sobre assédio online realizada pela ONG Plan Internacional revelou que as meninas e jovens mulheres brasileiras estão entre as que mais sofrem agressões e ataques por meio da internet e redes sociais. “No Brasil, 99% delas as utilizam, por isso é impossível pedir para que essas meninas saiam das redes sociais e da internet. Essa é uma realidade hoje, principalmente neste contexto de pandemia em que as pessoas estão cada vez mais conectadas seja pelo lazer, estudos ou para expressar suas opiniões”, disse Ana Paula de Andrade, gerente de marketing e de comunicação da Plan International Brasil. Além disso, segundo dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), 78% das mulheres já passaram por uma situação de assédio. Entre os homens, 24% admitiram praticaram algum ato de assédio.
Portanto, é direito da vítima recorrer à justiça para que não permaneça sofrendo os constrangimentos. Para isso, deverá fazer a denúncia em uma delegacia, fazer o boletim de ocorrência e abrir o processo contra o agressor. E pensando no âmbito educacional, as crianças devem ser educadas e conscientizadas sobre o assunto desde cedo, para que compreendam a gravidade dos atos de assédio e respeitem o espaço e o direito individual de cada um. Além disso, realizar campanhas sobre esse assunto, como a campanha “Deixa Ela Trabalhar”, onde jornalistas esportivas brasileiras idealizaram, produziram e lançaram a campanha nas redes sociais e nessa produção, constam vídeos de depoimentos das mulheres, momentos de assédio vividos nas transmissões de reportagens e o apelo central, resumido pela hashtag: #DeixaElaTrabalhar.