Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 09/06/2021
O Brasil, desde que se contituiu como nação, é um país extremamente machista que normalizou a cultura do estupro ao longo dos anos, desde a miscigenação dos indígenas nativos até os dias atuais. Com a mulher contemporânea e moderna, que sai para trabalhar, é livre e independente, os homens se sentem a vontade de fazer “elogios”, darem olhares maldosos e tocarem nelas sem sua permição nas ruas, transportes públicos, festas e baladas, entre muitos outros lugares.
Além disso, pesquisas deixam evidente que a sociedade brasileira vive em um país machista. Segundo pesquisas feitas pelo Instituto Patrícia Galvão e Locomotiva, 97% das mulheres com mais de 18 anos afirmam já terem sofrido assédio sexual nos transportes públicos, essa é a consequência da cultura do estupro, que normaliza esse tipo de ato e procura descriminalizar e colocar a culpa sempre na mulher: “ela não deveria ter bebido”, “a roupa dela estava curta demais”, “ela começou então tem que terminar”, entre outras justificativas injustificáveis.
Da mesma forma, segundo o Datafolha, cerca de 50 mil estupros são denunciados por ano, porém estima-se que esse número seja apenas 10% das mulheres que foram violentadas, ou seja, cerca de 500 mil mulheres são estupradas todos os anos. O erro é pensar que o estuprador é aquele homem desconhecido que espera uma vítima no meio de uma rua escura e vazia, mas pesquisas do Atlas da Violência o agressor, na maioria das vezes, é um conhecido, parente ou até um amigo. Nem com quem, na teoria podia-se confiar, isso pode acontecer, as mulheres vivem sempre em alerta.
Portanto, medidas devem ser tomadas para resolver esse impasse. Políticas públicas devem ser feitas pelos governos, tanto no âmbito federal, como no âmbito estadual, e devem alcançar toda a população brasileira. Políticas essas que ampare a vítima de assédio sexual, que dê alguma pena ao agressor e conversas nas escolas e nas casas das crianças e adolescentes, que são a maior taxa de meninas estupradas, para que ela saiba onde pode ser tocada, quando dizer não e o que fazer caso alguém faça algo que não seja de sua vontade.