Desafios para reduzir os casos de assédio sexual
Enviada em 21/07/2021
É evidente como a redução dos casos de assédio sexual representa um desafio para uma sociedade alienada e corrompida como a brasileira. Inicialmente, isso é fruto da objetificação feminina e do machismo. Nesse contexto, ao analisar os fatores supracitados, percebe-se que a problemática, além de ser uma realidade, tende a potencializar e agravar a imoralidade inata.
De início, entende-se que a objetificação do corpo feminino é um fator crucial para a existência do entrave na sociedade, porque, durante séculos, enquanto os homens eram vistos como caçadores e trabalhadores, as mulheres eram limitadas a cuidar da casa, dos filhos e satisfazer sexualmente os maridos. Nesse viés, segundo o sociólogo Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e pensar. Seguindo essa linha de pensamento, nota-se que o problema, lamentavelmente, já se tornou cotidiano e a população habituou-se a ele. Assim, em virtude dessa alienção, o assédio sexual persiste no corpo social.
Ademais, o machismo também dificulta a atenuação do impasse, em virtude, exclusivamente, do pensamento que o homem tem o poder de fazer o que quiser com a mulher. Conjuntamente, é possível costatar, a partir da literatura machadiana, que o homem é visto como um ser corrompido e sem princípios, no qual é imoral frente aos obstáculos. Desse modo, ao enxergar a permanência dos casos de assédio sexual, compreende-se, inegavelmente, a existência dessa conduta passiva e ineficaz praticada pelo cidadão brasileiro, já que ele inclina-se a ser insignificante.
Faz-se necessária, portanto, a adoção de medidas que venham amenizar os desafios para reduzir os casos de assédio sexual. Por conseguinte, cabe ao governo conscientizar a população sobre esse assunto, desenvolvendo projetos e intensificando leis, a fim de que cada vez mais pessoas entendam a gravidade desse problema. Paralelamente, o Ministério da Educação deve atuar junto à escolas, para que desde cedo as crianças e adolescentes entendam o porquê essa questão ainda é algo comum no Brasil. Somente assim, é possível que os casos diminuam e que o pensamento antiquado de que a mulher precisa ser submissa não exista mais na sociedade.